O grupo financeiro FMBcapital Holdings registou um crescimento expressivo dos lucros em 2025, impulsionado pela sua estratégia de expansão regional, consolidando a sua posição como um dos principais actores bancários na África Austral.
De acordo com os resultados divulgados esta quarta-feira (16), no Malawi, o grupo — que opera sob a marca First Capital Bank em países como Moçambique, Zâmbia, Zimbabwe e Botswana — aumentou o resultado líquido em 47%, atingindo 152,3 milhões de dólares.
O desempenho financeiro é acompanhado por um crescimento robusto das receitas, que subiram 39%, fixando-se em 385,5 milhões de dólares. Os depósitos de clientes também cresceram 23%, totalizando 1,86 mil milhões de dólares, enquanto o crédito concedido aumentou 17%, para 905,6 milhões de dólares.
O director-geral do grupo, Jaco Viljoen, afirmou que os resultados refletem a maturidade da estratégia regional adoptada pela instituição.
“O nosso desempenho mostra que a aposta numa presença regional diversificada está a dar resultados claros”, disse.
Apesar de um contexto económico considerado difícil — marcado por inflação, taxas de juro elevadas e instabilidade cambial — o grupo conseguiu melhorar os seus indicadores de eficiência, reduzindo custos e controlando riscos.
Em Moçambique, o First Capital Bank Moçambique teve um desempenho relevante, com lucros de 31,7 milhões de dólares, representando um crescimento de 21% face ao ano anterior. O país contribuiu com cerca de 21% dos resultados totais do grupo.
O administrador-delegado do banco em Moçambique, João Rodrigues, destacou a capacidade de adaptação da instituição num ambiente económico desafiante.
“Temos conseguido responder com agilidade às mudanças do mercado, mantendo o foco no apoio aos clientes e no crescimento sustentável”, afirmou.
Além dos resultados financeiros, o grupo anunciou a proposta de pagamento de dividendos no valor de 34,5 milhões de dólares aos accionistas.
A instituição revelou ainda que continua a investir em tecnologia e digitalização, com o objectivo de melhorar os serviços e aumentar a eficiência operacional, mesmo num cenário de custos crescentes.
Para 2026, o grupo mostra-se optimista, embora reconheça riscos associados à volatilidade económica na região. Ainda assim, acredita estar bem posicionado para continuar a crescer, apoiado por um modelo de negócio diversificado e por equipas locais experientes.
Os resultados de 2025 confirmam a consolidação do grupo como um dos bancos mais dinâmicos da região, reforçando a sua capacidade de crescer mesmo em contextos económicos adversos. Redacção

