Economia
Frango custa 500 meticais em Chimoio e vira artigo de luxo
O custo de vida voltou a pressionar as famílias da cidade de Chimoio, desta vez através da escalada acentuada do preço do frango, um dos alimentos mais consumidos na quadra festiva. Actualmente, a venda de um frango vivo atinge valores não inferiores a 500 meticais, montante que muitos consumidores consideram incomportável.
Até há poucos dias, o mesmo produto era adquirido por cerca de 350 meticais, o que representa um aumento abrupto e difícil de justificar, sobretudo numa província reconhecida como o principal polo de produção avícola do país. O cenário tem gerado inquietação entre os munícipes, que assistem à subida dos preços justamente no período de maior procura.
A pressão não se limita ao frango. O preço do ovo também registou um agravamento significativo, passando de cerca de 200 para 280 meticais, reforçando as preocupações dos consumidores quanto à capacidade de manter uma alimentação básica durante as festividades de Natal e Fim de Ano.
Apesar das queixas, o Governo provincial assegura que não existe risco de escassez de produtos alimentares em Manica. A governadora Francisca Tomás afirmou, disse nesta semana, após uma visita a alguns fornecedores na cidade de Chimoio, que os níveis de abastecimento são considerados satisfatórios para responder à procura sazonal.
Segundo a governante, o Executivo tem acompanhado a dinâmica do mercado e constatou que alguns agentes económicos optaram por reduzir os preços de determinados produtos, numa tentativa de aliviar a pressão sobre o poder de compra das famílias no período festivo.
Ainda assim, para muitos consumidores, o discurso oficial contrasta com a realidade vivida nos mercados, onde produtos básicos continuam a registar oscilações de preços que tornam as celebrações de fim de ano cada vez mais dispendiosas.