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	<title>Jornal NGANI</title>
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	<description>O Jornal que Informa e Educa!</description>
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	<title>Jornal NGANI</title>
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		<title>Nampula: A história do roubo que tropeçou nos 900 mil</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:19:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois jovens enviados pelo próprio patrão para depositar 2 milhões de meticais numa agência bancária em Nampula terão decidido apropriar-se de parte do dinheiro e, depois de gastarem cerca de 900 mil meticais, terão recorrido a uma suposta história de assalto para justificar o desaparecimento da quantia. A missão, à partida, parecia simples: transportar o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dois jovens enviados pelo próprio patrão para depositar 2 milhões de meticais numa agência bancária em Nampula terão decidido apropriar-se de parte do dinheiro e, depois de gastarem cerca de 900 mil meticais, terão recorrido a uma suposta história de assalto para justificar o desaparecimento da quantia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A missão, à partida, parecia simples: transportar o dinheiro e efectuar o depósito. Confiados pelos seus patrões, os dois jovens receberam os 2 milhões de meticais e seguiram viagem. Mas, segundo as informações disponíveis, algures pelo caminho o plano terá mudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 900 mil meticais terão sido gastos. E, perante o desfalque, os jovens terão adoptado uma segunda estratégia: simular um roubo. A versão apresentada aos proprietários do dinheiro era a de que tinham sido atacados e que os 2 milhões de meticais lhes haviam sido roubados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que a história começou a não fechar. Com o avanço das averiguações, surgiram contradições no relato apresentado pelos dois jovens, fazendo com que aquilo que inicialmente parecia ser um assalto passasse a ser investigado como uma possível encenação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As suspeitas acabaram por se concentrar precisamente sobre aqueles que deveriam apenas transportar o dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Nampula, os dois jovens foram detidos e apresentados pelas autoridades no âmbito do caso. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), diligências realizadas permitiram recuperar 2.427.000 meticais, embora os valores apresentados na descrição inicial do caso indiquem um montante de 2 milhões de meticais, diferença que deverá ser esclarecida pelas autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os detidos, entretanto, negam as acusações e contestam a versão apresentada pela Polícia. O caso deixa, por enquanto, uma pergunta que resume toda a história: se o dinheiro tinha sido roubado, onde entram os 900 mil meticais que, segundo as autoridades, já haviam sido gastos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta caberá agora à investigação e, se for caso disso, às instâncias judiciais. Até lá, a acusação permanece uma acusação e os dois jovens beneficiam das garantias legais aplicáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas uma coisa já parece clara: aquilo que começou como uma denúncia de roubo acabou por colocar os próprios mensageiros no centro da investigação. Redacção</p>
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		<title>Nampula: Polícia nega morte de dois agentes em Iuluti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:50:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana passada, circularam informações dando conta da morte de dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), alegadamente assassinados por garimpeiros numa mina localizada no posto administrativo de Iuluti, distrito de Mogovolas, província de Nampula. Reagindo ao caso, o chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, circularam informações dando conta da morte de dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), alegadamente assassinados por garimpeiros numa mina localizada no posto administrativo de Iuluti, distrito de Mogovolas, província de Nampula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reagindo ao caso, o chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, esclareceu que a corporação ainda não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a alegada morte dos dois agentes, embora reconheça que a informação tenha sido divulgada por órgãos de comunicação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa notícia nós ouvimos através dos órgãos de comunicação social, mas, ao nível do Comando Provincial, não tivemos registo da morte de dois colegas. Preocupa-nos a divulgação dessas informações, porque, no nosso seio, não registámos essa ocorrência”, disse Dércio Samuel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oficial explicou que, apesar de não existir um registo oficial no Comando Provincial, a Polícia está a realizar diligências para apurar a origem e a veracidade das informações que dão conta da alegada morte dos agentes em Iuluti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dércio Samuel apelou igualmente às pessoas que tenham informações sobre o caso para que contactem as autoridades, defendendo que a colaboração da população é fundamental para permitir uma intervenção rápida sempre que ocorra algum incidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Polícia precisa da colaboração de todos os cidadãos. Uma das formas de colaborar com a corporação é a partilha das denúncias, porque pode acontecer alguma coisa e a Polícia não ter conhecimento”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o chefe das Relações Públicas da PRM, a comunicação atempada de ocorrências às autoridades permite a realização de investigações e ajuda a evitar que informações ainda não confirmadas sejam transformadas em notícias sem base oficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia reconhece que a população desempenha um papel importante na identificação de situações que possam representar riscos à segurança, razão pela qual insiste na necessidade de reforçar os canais de denúncia e comunicação entre as comunidades e as forças de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dércio Samuel defendeu também maior responsabilidade na divulgação de informações relacionadas com mortes, crimes e outras ocorrências de segurança, considerando que notícias não confirmadas podem provocar preocupação e insegurança entre os cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos órgãos de comunicação social, apelou para que procurem sempre confrontar as informações com as autoridades competentes antes da sua publicação, sobretudo quando estejam em causa ocorrências graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos de estar unidos para que não haja desinformação, porque pode colocar em causa o bem-estar da população”, aconselhou Dércio Samuel.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Detidos dois indivíduos por simular roubo de 2,9 milhões de meticais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesma ocasião, a PRM apresentou dois indivíduos acusados de simular o roubo de dinheiro que lhes havia sido confiado pelos proprietários para depósito numa agência bancária na cidade de Nampula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Dércio Samuel, depois de os proprietários denunciarem o caso à Polícia, foram accionados mecanismos de investigação que culminaram na detenção dos dois indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Polícia fez diligências, tendo recuperado 2.427.000 meticais, faltando 900 mil meticais. E, de imediato, accionámos os mecanismos visando recuperar o valor em causa”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, os indivíduos negam as acusações e afirmam que caberá às autoridades competentes determinar se, de facto, cometeram o crime de que são acusados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agostinho Miguel</strong></p>
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		<title>Já não há Massukos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem ficar em Lichinga por duas, quatro ou seis semanas vai perceber que, em termos culturais, quem enche as casas de pasto é Simão Fontes, vocalista principal dos Massukos, acompanhado por mais três companheiros. Um baixista, uma corista e um pianista. Além de Simão, também é possível encontrar Sócrates, outro veterano da banda, actuando sozinho [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem ficar em Lichinga por duas, quatro ou seis semanas vai perceber que, em termos culturais, quem enche as casas de pasto é Simão Fontes, vocalista principal dos Massukos, acompanhado por mais três companheiros. Um baixista, uma corista e um pianista. Além de Simão, também é possível encontrar Sócrates, outro veterano da banda, actuando sozinho numa casa de pasto, com outro vocalista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o que verifiquei durante uma curta passagem por ali. E foi essa presença, paradoxalmente, que me devolveu uma ausência. Porque, ao encontrar músicos dos Massukos espalhados por diferentes palcos, em formações reduzidas ou actuando individualmente, comecei a perguntar-me, sem pretender transformar uma impressão em sentença. Onde estão os Massukos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cidade, a narrativa que circula é a de que a banda já não existe propriamente como conjunto, estando os seus principais protagonistas a seguir percursos diferentes. Há até quem diga que o seu líder estará prestes a integrar outra formação local. Não sei se assim é. E, por não saber, não me parece prudente converter conversa de rua em verdade publicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de uma das actuações, perguntei directamente a Simão se aquelas apresentações reduzidas significavam o fim dos Massukos. Respondeu que não. A banda continua a existir. Registei a resposta e preferi não aprofundar. Afinal, entre o que se diz numa cidade e aquilo que os protagonistas sabem sobre a sua própria história existe, muitas vezes, um território onde o jornalista deve caminhar com prudência.&nbsp;Mas a pergunta permanece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez ela seja legítima porque os Massukos nunca foram apenas uma banda.&nbsp;Desde 1995, construíram uma das mais importantes pontes culturais entre o Niassa e o mundo. Levaram a música da província a Portugal, ao Reino Unido, ao Japão e a outros espaços onde, para muitos, o Niassa talvez fosse apenas um nome distante no mapa. Nas suas canções cabiam a vida quotidiana, as dificuldades sociais, a higiene, o saneamento, o HIV/SIDA e, sobretudo, uma determinada maneira de olhar e traduzir culturalmente a realidade moçambicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram, portanto, músicos, mas também depositários de memória. E, num país em que tantas manifestações culturais desaparecem sem arquivo, sem registo e sem cerimónia, isso não é pouca coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É verdade que nenhuma banda é eterna. A história universal da música está cheia de grupos que chegaram ao fim, alguns depois de uma longa convivência e outros exacatemnte quando pareciam mais fortes. Os Beatles acabaram. O ABBA interrompeu a sua trajectória. O Africa 70 de Fela Kuti também conheceu transformações profundas. A dissolução de uma banda é, muitas vezes, apenas a consequência natural da passagem do tempo, das diferenças humanas, das circunstâncias económicas ou da necessidade de cada músico reinventar a própria vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há escândalo nisso.&nbsp;O que seria lamentável é que uma formação com a importância dos Massukos desaparecesse simplesmente por erosão, sem que ninguém percebesse quando deixou de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez os Massukos estejam vivos, apenas diferentes. Talvez estejam em pausa. Talvez estejam a reinventar-se. Talvez a ideia de “banda” tenha sobrevivido para além da formação que conhecemos. Ou talvez estejamos perante o princípio discreto de um fim que ainda ninguém teve coragem, ou necessidade, de anunciar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer que seja a resposta, ela merece ser contada pelos próprios protagonistas. Não por nostalgia barata, nem para exigir que músicos permaneçam juntos contra a sua vontade. Mas porque certas instituições culturais deixam de pertencer apenas aos seus criadores. Tornam-se parte da memória colectiva. E os Massukos, gostemos ou não, já pertencem à memória do Niassa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a pergunta não é apenas, “Já não há Massukos?” A pergunta mais profunda talvez seja outra. O que acontece a uma parte da identidade cultural de uma província quando os seus principais intérpretes deixam de tocar juntos? Lichinga talvez saiba a resposta. Eu, por enquanto, vou-me embora, apenas com a pergunta. Hasta la vista! <em><strong>El Patriota!</strong></em> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Professores japoneses levam experiências de Moçambique para as salas de aula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 09:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Delegação de 12 docentes percorreu Maputo e Nampula no âmbito de um programa da JICA destinado a promover a aprendizagem sobre projectos de cooperação e a formação de cidadãos com uma visão mais ampla sobre o mundo. Uma delegação de 12 professores japoneses esteve em Moçambique, entre 22 e 31 de Julho de 2026, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Delegação de 12 docentes percorreu Maputo e Nampula no âmbito de um programa da JICA destinado a promover a aprendizagem sobre projectos de cooperação e a formação de cidadãos com uma visão mais ampla sobre o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma delegação de 12 professores japoneses esteve em Moçambique, entre 22 e 31 de Julho de 2026, no âmbito do programa “JICA Tokyo Overseas Training for Teachers”, para conhecer experiências e resultados de projectos de cooperação japonesa no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A visita incluiu actividades nas províncias de Maputo e Nampula, permitindo aos docentes conhecer diferentes experiências relacionadas com a cooperação entre o Japão e Moçambique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa enquadra-se nos esforços da cooperação japonesa para proporcionar aos professores participantes uma compreensão mais próxima das realidades e dos desafios de outros países, de modo a que as experiências adquiridas possam ser posteriormente partilhadas no Japão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Experiências para levar às salas de aula</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JAPAO-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-14108" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JAPAO-1024x576.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JAPAO-300x169.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JAPAO-768x432.jpg 768w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JAPAO-1536x864.jpg 1536w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/JAPAO.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a permanência em Moçambique, os professores tiveram contacto com projectos apoiados pela cooperação japonesa, procurando compreender os seus resultados e a forma como as intervenções contribuem para o desenvolvimento das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que as experiências adquiridas durante a visita sejam posteriormente integradas no trabalho dos docentes no Japão e partilhadas com os seus alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa pretende, assim, utilizar a experiência internacional dos professores como instrumento para ampliar a compreensão dos estudantes japoneses sobre diferentes realidades sociais, culturais e de desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao regressarem ao Japão, os participantes deverão partilhar os conhecimentos e experiências adquiridos em Moçambique, contribuindo para a formação de cidadãos japoneses com uma perspectiva mais ampla sobre o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A passagem da delegação por Moçambique representa, deste modo, uma oportunidade de aprendizagem mútua, aproximando profissionais da educação dos dois países e permitindo que experiências de cooperação internacional sejam transformadas em conhecimento para as novas gerações.<em> Redacção </em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Tmcel: Governo prepara venda parcial enquanto activistas exigem responsabilização</title>
		<link>https://ngani.co.mz/economia/25/08/2026/tmcel-governo-prepara-venda-parcial-enquanto-activistas-exigem-responsabilizacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governo quer atrair investidor estratégico para recuperar a operadora pública, mas activistas exigem investigação sobre a gestão que conduziu a empresa à actual situação financeira. Utilizadores temem aumento dos preços. O Governo moçambicano prepara a alienação de parte da sua participação na Tmcel, numa tentativa de atrair um investidor estratégico para recuperar a operadora pública, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Governo quer atrair investidor estratégico para recuperar a operadora pública, mas activistas exigem investigação sobre a gestão que conduziu a empresa à actual situação financeira. Utilizadores temem aumento dos preços.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo moçambicano prepara a alienação de parte da sua participação na Tmcel, numa tentativa de atrair um investidor estratégico para recuperar a operadora pública, que enfrenta dificuldades financeiras há vários anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros a 11 de Agosto de 2026, que autorizou a criação de uma equipa técnica responsável por negociar a venda de parte da participação do Estado na empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio foi feito pelo porta-voz do Governo e ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, que apresentou a medida como parte dos esforços para “revitalizar” a operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percentagem exacta a alienar, o calendário do processo e os potenciais investidores ainda não foram divulgados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado detém actualmente cerca de 66% do capital da Tmcel, enquanto o Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE) controla 26%, colocando a participação pública próxima dos 92%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Empresa acumula prejuízos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Tmcel nasceu da fusão entre a antiga mCel e a Telecomunicações de Moçambique, mas tem enfrentado dificuldades financeiras, redução da sua participação no mercado e problemas de tesouraria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os dados apresentados no debate sobre a situação da empresa, a dívida total ultrapassava 400 milhões de dólares em 2023, enquanto os salários dos cerca de 1.700 trabalhadores chegaram a registar atrasos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, os prejuízos terão duplicado para 4,44 mil milhões de meticais. No mesmo período, o capital próprio era negativo em mais de 14,5 mil milhões de meticais e o passivo total ultrapassava 37,9 mil milhões de meticais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operadora detém cerca de 13% do mercado móvel nacional, ficando atrás da Vodacom e da Movitel.</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Não podemos vender um elefante morto”</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para o activista social Gamito Carlos, a venda parcial da Tmcel é prematura e deve ser precedida por uma investigação à gestão da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos acusa, sem apresentar no debate provas públicas, anteriores gestores de terem contribuído para o enfraquecimento financeiro da operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós sabemos que a Tmcel tornou-se uma vaca leiteira de pessoas que geriram mal”, afirmou, defendendo que o Governo deve identificar e responsabilizar quem terá conduzido a empresa à actual situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos levar um elefante morto e irmos vender. Aquilo é dinheiro do Estado, é dinheiro dos moçambicanos”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O activista pede ainda que a Procuradoria investigue alegações de utilização da empresa para financiar actividades político-partidárias, que descreve como um possível “saco azul”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos compara a situação ao escândalo envolvendo o INSS e defende que a eventual entrada de um investidor privado não deve apagar a necessidade de responsabilização por actos de gestão anteriores.</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Já era altura de privatizar”</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Opinião diferente tem o activista Jejoi Ernesto, que considera que a entrada do sector privado é necessária e chega, inclusive, tarde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Ernesto, a Tmcel faz parte de um conjunto de empresas públicas que deixaram de gerar receitas suficientes para o Estado e passaram a depender de recursos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando essas empresas são empresas mortas, o melhor a fazer é vender essas empresas, é privatizar essas empresas”, defendeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O activista considera que a entrada de capital privado pode permitir a recuperação da operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Tmcel já não tinha asas, estava na unidade de tratamento intensivo. Precisava de oxigénio e um novo sangue só pode encontrar no sector privado”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ernesto rejeita também o argumento de que a alienação possa necessariamente prejudicar os consumidores, lembrando que existem outras operadoras no mercado nacional.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Utilizadores temem aumento de preços</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os utilizadores, contudo, a perspectiva é menos optimista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jacinto Jamisse, estudante e cliente da Tmcel, receia que a entrada de investidores privados resulte no aumento do preço dos serviços, sobretudo dos dados móveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu acho que terá um impacto negativo na nossa sociedade”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jamisse recorda que anteriormente conseguia adquirir ofertas de dados com valores reduzidos e teme que essas condições deixem de existir após a mudança de estrutura accionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro utilizador da Tmcel também se manifesta contra a alienação, argumentando que uma empresa privada poderá privilegiar a rentabilidade em detrimento do acesso aos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É possível que eles subam os preços”, afirmou, considerando que isso poderá afectar estudantes que dependem da internet para estudar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que falta esclarecer</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da decisão do Governo, permanecem por esclarecer vários aspectos fundamentais do processo: qual será a percentagem de capital alienada, quem poderá adquirir a participação e quais serão as condições impostas ao futuro investidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação financeira da empresa já vinha a provocar medidas de emergência. Em Abril de 2026, a Tmcel colocou bens patrimoniais em hasta pública, num contexto de dificuldades de tesouraria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo apresenta agora a entrada de capital privado como uma oportunidade para recuperar a operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os activistas, porém, estão divididos. Enquanto uns defendem a privatização como saída para uma empresa financeiramente debilitada, outros exigem que, antes da venda, sejam investigadas e responsabilizadas as pessoas que terão contribuído para a actual situação da Tmcel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre a urgência de salvar a empresa e a exigência de apurar responsabilidades, permanece uma questão central: como recuperar uma empresa pública sem deixar por esclarecer quem contribuiu para a sua degradação? <strong><em>Moniro Abdala</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Bebé morto encontrado em lixeira de Namutequeliua revolta moradores</title>
		<link>https://ngani.co.mz/sociedade/25/08/2026/bebe-morto-encontrado-em-lixeira-de-namutequeliua-revolta-moradores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Corpo de uma recém-nascida foi encontrado numa lixeira na zona dos Macondes. Moradores dizem estar chocados e pedem esclarecimento sobre as circunstâncias da morte. Moradores da zona dos Macondes, no bairro de Namutequeliua, na cidade de Nampula, estão chocados e indignados depois da descoberta do corpo de um bebé recém-nascido numa lixeira da comunidade. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Corpo de uma recém-nascida foi encontrado numa lixeira na zona dos Macondes. Moradores dizem estar chocados e pedem esclarecimento sobre as circunstâncias da morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moradores da zona dos Macondes, no bairro de Namutequeliua, na cidade de Nampula, estão chocados e indignados depois da descoberta do corpo de um bebé recém-nascido numa lixeira da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo, aparentemente de uma menina, foi encontrado por moradores, que alertaram de imediato as autoridades policiais. Até ao fecho desta edição, não havia informação oficial sobre a identidade da mãe, as circunstâncias da morte ou se o bebé nasceu morto ou morreu posteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das moradoras, que pediu anonimato, contou que ouviu pessoas a gritar que havia uma criança na lixeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Primeiramente nem consegui ver a criança, porque sou muito sensível. Ouvi as pessoas a gritarem que havia uma criança e comecei a perguntar se estava viva. Infelizmente, disseram-me que estava morta”, relatou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A moradora disse ter contactado imediatamente a irmã, que é agente da polícia, tendo esta comunicado o caso ao comandante. Pouco depois, agentes da PRM deslocaram-se ao local.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Comunidade sem respostas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os moradores circulam várias versões sobre a origem do bebé e as circunstâncias em que terá sido deixado na lixeira, mas nenhuma foi confirmada pelas autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma testemunha afirmou não conhecer, no bairro, nenhuma mulher que tivesse dado à luz recentemente e disse não ter presenciado qualquer comportamento suspeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referiu ainda ter ouvido rumores sobre a presença de uma mulher usando luvas na zona, mas reconheceu não ter elementos para confirmar qualquer ligação com o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não sei exactamente. Desculpa, não posso dizer coisas que não sei”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A secretária do quarteirão também esteve no local e mostrou-se profundamente abalada com o sucedido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Fiquei muito triste por ouvir isso. Uma mãe fazer isso&#8230; fiquei muito triste”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a responsável, até ao momento não havia identificação da pessoa que deixou o bebé no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela confirmou ainda que se tratava de uma menina e afirmou que aquela era a primeira ocorrência do género na lixeira da zona nos últimos anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Criança pode ter descoberto o corpo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outra moradora contou que foi alertada por uma criança que, enquanto brincava, terá visto a cabeça do bebé depois de pisar a zona onde o corpo se encontrava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma mulher terá contactado posteriormente a polícia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os moradores dizem desconhecer quem deixou o recém-nascido na lixeira e se a mãe pertence à comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não sabemos. Se calhar pode ser deste bairro”, afirmou uma das moradoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns residentes levantam a hipótese de o caso envolver uma jovem que tenha escondido a gravidez por receio da reacção da família, abandono dos estudos ou pressão dos pais e do namorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, essas possibilidades permanecem apenas como especulação da comunidade e não foram confirmadas pela investigação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Polícia ainda não esclarece o caso</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Até ao fecho desta reportagem, a Polícia da República de Moçambique não tinha prestado informações oficiais sobre o caso, nomeadamente sobre a identidade da mãe, as circunstâncias em que o bebé morreu ou as diligências realizadas para esclarecer o sucedido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto aguardam respostas, os moradores de Namutequeliua manifestam preocupação e revolta perante um caso que consideram particularmente grave e doloroso para a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As circunstâncias da morte e o responsável pelo abandono do corpo permanecem por esclarecer.<em> Moniro Abdala</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Escolas de Nampula continuam sem livros a quatro meses do fim do ano lectivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:17:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atrasos na distribuição de manuais escolares comprometem o processo de ensino e aprendizagem em escolas dos distritos de Murrupula, Mogovolas e Mossuril, na província de Nampula. A quatro meses do fim do ano lectivo de 2026, várias escolas dos distritos de Murrupula, Mogovolas e Mossuril, na província de Nampula, continuam sem receber, na totalidade, os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atrasos na distribuição de manuais escolares comprometem o processo de ensino e aprendizagem em escolas dos distritos de Murrupula, Mogovolas e Mossuril, na província de Nampula.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A quatro meses do fim do ano lectivo de 2026, várias escolas dos distritos de Murrupula, Mogovolas e Mossuril, na província de Nampula, continuam sem receber, na totalidade, os livros escolares destinados aos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação foi constatada por uma equipa de trabalho da Assembleia Provincial de Nampula, em coordenação com o Movimento de Educação Para Todos (MEPT), durante uma visita a estabelecimentos de ensino daqueles três distritos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira paragem da equipa foi na Escola Básica de Nihesiue, no distrito de Murrupula. Segundo o director da escola, Miguel Pedro, o estabelecimento conta com pouco mais de 900 alunos e enfrenta défice de livros em várias classes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gestor defende que os manuais devem chegar às escolas antes do início das aulas, permitindo que professores e direcções escolares preparem adequadamente o processo de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os livros deviam ser recebidos antecipadamente, antes da abertura do ano lectivo, para permitir uma boa organização”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro explicou que as primeiras e segundas classes não dispõem de livros completos, enquanto a terceira, quarta e quinta classes também enfrentam défices.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quarta classe, por exemplo, os alunos não receberam os livros de Ciências Naturais. A situação afecta cerca de 400 alunos, que, segundo o director, não dispõem do material escolar necessário na sua totalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O responsável reconhece que a falta de manuais pode prejudicar o aproveitamento pedagógico dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Pedro disse ainda que já procurou esclarecimentos junto dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Murrupula, mas recebeu como resposta que o problema é do conhecimento do Ministério da Educação e Cultura.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Livros chegaram em Maio</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Conselho de Escola de Nihesiue, António Caetano, confirma que os poucos livros disponíveis chegaram apenas em Maio, já com o ano lectivo em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caetano pede uma intervenção urgente das autoridades, sobretudo para garantir os manuais às classes iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando um aluno tem livro, aprende mais facilmente. Se o professor fala de uma laranja, por exemplo, o aluno pode vê-la no livro. Sem livro, o sistema de ensino está cada vez mais degradado”, lamentou.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Em Mossuril, livros continuam no armazém</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No distrito de Mossuril, a situação apresenta outro constrangimento. Na Escola Básica de Ampita, que funciona igualmente como Zona de Influência Pedagógica (ZIP) e abrange seis escolas, os livros chegaram, mas ainda não foram distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A directora-adjunta, Teresa Carlos, considera a situação preocupante e alerta para os possíveis impactos na aprendizagem dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a responsável, 40 caixas de livros chegaram à escola na semana anterior à visita da equipa, mas permaneciam armazenadas por falta de definição sobre a distribuição pelas seis escolas abrangidas pela ZIP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os livros chegaram, mas ainda estão no armazém. Se não forem distribuídos rapidamente, corremos o risco de terminar o ano lectivo sem que os alunos os utilizem”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na própria Escola Básica de Ampita estudam pouco mais de 300 alunos, mas nenhum recebeu os livros correspondentes ao ano lectivo de 2026. Os alunos continuam a utilizar manuais do ano anterior.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alunos estudam com dificuldades</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Anifo Gildo, aluno da sexta classe na Escola Básica de Ampita, diz que ainda não recebeu os livros escolares de 2026 e que a situação dificulta sobretudo a preparação das aulas em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não tem sido fácil estudar e preparar as lições quando estou em casa”, contou, apelando ao Governo para que dê maior prioridade ao sector da educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o aluno, o investimento na educação é fundamental para o desenvolvimento do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Escola Básica de Nihesiue, Antonieta Estevão, também aluna da sexta classe, encontra-se na mesma situação. Sem os livros, diz que depende do apoio dos professores para acompanhar as matérias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estudante pede que os manuais sejam distribuídos atempadamente para permitir que os alunos se preparem melhor para o futuro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Professores recorrem a alternativas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de livros também coloca pressão sobre os professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amurane Selemane, professor da Escola Básica de Ampita, afirma que os alunos da sexta classe não receberam os respectivos manuais, obrigando os docentes a recorrer aos materiais disponíveis para assegurar as aulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos feito um esforço para ensinar as crianças mesmo sem os livros, mas não é fácil”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor apela ao Governo para que trate o sector da educação com maior seriedade, defendendo investimentos que permitam melhorar as condições de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um sistema de educação deficitário pode comprometer o progresso do país”, alertou.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Assunto pode chegar à Assembleia Provincial</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A recepção tardia dos livros preocupa igualmente os membros da Assembleia Provincial de Nampula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lucrécia Cossa, membro daquele órgão, disse ter ficado preocupada com o cenário encontrado nas escolas visitadas e apelou ao sector da educação e aos seus parceiros para que encontrem uma solução urgente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sem livro é muito difícil os alunos aprenderem”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cossa revelou ainda que a questão poderá ser levada à discussão na próxima sessão da Assembleia Provincial de Nampula.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Autoridades não se pronunciam</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As Direcções Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia dos distritos visitados recusaram-se a comentar a situação, remetendo o NGANI para a Direcção Provincial de Educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contactada pelo jornal, a Direcção Provincial de Educação de Nampula também não se mostrou disponível para prestar esclarecimentos sobre os atrasos na distribuição dos manuais escolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O NGANI mantém-se disponível para publicar a posição das autoridades da educação sobre a situação constatada nas escolas dos distritos de Murrupula, Mogovolas e Mossuril. <em>Celestino Manuel</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Águias Especiais de Lichinga sagram-se campeãs antes do fim da Liga Niassense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:13:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Águias Especiais de Lichinga conquistaram, antecipadamente, o título do Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, vulgarmente conhecido por Liga Niassense, após vencerem a Universidade Pedagógica (UP) Niassa por 2-0, no domingo, no Estádio Municipal 1.º de Maio, em Lichinga. A vitória permitiu à formação policial confirmar o primeiro lugar da prova a duas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As Águias Especiais de Lichinga conquistaram, antecipadamente, o título do Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, vulgarmente conhecido por Liga Niassense, após vencerem a Universidade Pedagógica (UP) Niassa por 2-0, no domingo, no Estádio Municipal 1.º de Maio, em Lichinga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitória permitiu à formação policial confirmar o primeiro lugar da prova a duas jornadas do fim da fase final, somando 19 pontos em oito jogos, resultado de seis vitórias, um empate e uma derrota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Águias Especiais empataram 1-1 com a UP Niassa na primeira volta e perderam por 0-1 diante do Real de Cuamba, na chamada capital económica do Niassa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Real de Cuamba ocupa a segunda posição, com 13 pontos, depois de empatar, no domingo, a duas bolas diante das Águias Especiais de Marrupa. A equipa mantém-se, assim, na luta pelo apuramento para o <em>play-off</em> regional norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Muchenga FC ocupa a terceira posição, seguido pelas Águias Especiais de Marrupa, UP Niassa e Associação JJR Ara Norte, com 11, 10, 8 e 7 pontos, respectivamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="621" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510873102-1024x621.jpg" alt="" class="wp-image-14094" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510873102-1024x621.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510873102-300x182.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510873102-767x465.jpg 767w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510873102-1536x931.jpg 1536w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510873102-2048x1241.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">AEL resolve jogo na segunda parte</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No encontro de domingo, as duas equipas entraram determinadas a conquistar os três pontos. A UP Niassa teve a primeira grande oportunidade aos oito minutos, quando Obadias desperdiçou uma ocasião clara de golo após uma jogada de contra-ataque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Águias Especiais responderam pouco depois, com Valdimiro a falhar duas oportunidades, aos 12 e 14 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num jogo equilibrado, embora com ligeiro domínio da equipa da casa, Mayco abriu o marcador aos 37 minutos, colocando as Águias Especiais em vantagem antes do intervalo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda parte, a UP Niassa assumiu uma postura mais ofensiva e pressionou à procura do empate, mas voltou a pecar na finalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o jogo caminhava para o fim, Ussene, lançado na segunda parte para o lugar de Miguelito, selou a vitória das Águias Especiais aos 88 minutos, fixando o resultado em 2-0.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Técnico da UP contesta arbitragem</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No final da partida, o treinador da UP Niassa, Julinho Bartolomeu Miqueias, contestou duramente a actuação da equipa de arbitragem, liderada por Sumalgy Agostinho, chegando a levantar suspeitas de corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É vergonhoso o que presenciamos nesse jogo. Sinto que há necessidade de o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção intervir no futebol”, afirmou o técnico, que também lamentou as oportunidades desperdiçadas pela sua equipa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da posição da UP Niassa na tabela classificativa, Miqueias garantiu que a equipa continuará a trabalhar para tentar alcançar os lugares de acesso ao <em>play-off</em> regional norte, previsto para arrancar no final de Setembro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="662" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510872314-1024x662.jpg" alt="" class="wp-image-14093" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510872314-1024x662.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510872314-300x194.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510872314-767x496.jpg 767w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510872314-1536x994.jpg 1536w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/1787510872314-2048x1325.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">“Era exactamente este resultado”</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Do lado das Águias Especiais de Lichinga, o treinador Fernando Matsena, conhecido por Machatine, mostrou-se satisfeito com a conquista e considerou que o resultado correspondeu ao objectivo traçado pela equipa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O que nós precisávamos era exactamente este resultado. Nós trabalhamos, ganhamos bem e com respeito. Acabamos concretizando o que queríamos. Estamos todos de parabéns.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da satisfação pela vitória e pelo título, Machatine manifestou preocupação com aquilo que considera serem divergências entre os clubes que disputam a Liga Niassense, defendendo que a competição no Niassa enfrenta dificuldades que, na sua avaliação, não se verificam da mesma forma noutras províncias. <em>Pedro Fabião</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Choque frontal na Barragem de Nacala deixa 11 mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Onze pessoas morreram num violento acidente de viação ocorrido domingo, 23 de Agosto, na ponte da Barragem de Nacala-à-Velha, na Estrada Nacional N12, província de Nampula. O sinistro envolveu um camião de mercadorias e um veículo de passageiros. O acidente ocorreu por volta das 17 horas e envolveu um veículo pesado de mercadorias, da marca [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onze pessoas morreram num violento acidente de viação ocorrido domingo, 23 de Agosto, na ponte da Barragem de Nacala-à-Velha, na Estrada Nacional N12, província de Nampula. O sinistro envolveu um camião de mercadorias e um veículo de passageiros.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acidente ocorreu por volta das 17 horas e envolveu um veículo pesado de mercadorias, da marca Sinotruk, modelo CMHTC, e um Toyota Hiace que transportava passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com informações preliminares divulgadas pelo Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), o camião circulava no sentido Monapo–Nacala Porto quando terá invadido a faixa de rodagem contrária, colidindo frontalmente com o Toyota Hiace, que seguia em sentido oposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O choque provocou <strong>11 mortes e danos materiais avultados</strong> nos dois veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As autoridades apontam, nesta fase, a circulação em faixa contrária e o excesso de velocidade por parte do condutor do veículo de mercadorias como algumas das causas do acidente. No entanto, as investigações prosseguem para determinar as circunstâncias exactas do sinistro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o INATRO, os dois condutores abandonaram os respectivos veículos após o acidente, estando em curso diligências para a sua localização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acidente ocorreu numa das principais vias de ligação da região e volta a levantar preocupações sobre a segurança rodoviária, particularmente em relação ao excesso de velocidade e à condução em condições inadequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, o INATRO lamentou a perda de vidas humanas e apresentou condolências às famílias das vítimas, apelando aos automobilistas para uma condução prudente, com adequação da velocidade às condições da via, adopção de práticas de condução defensiva e cumprimento rigoroso das regras de trânsito. <em>Redacção</em></p>
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		<title>Chande entrega “missão” às crianças: defender os seus direitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ngani]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:05:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Conheçam os vossos direitos e não tenham medo de defendê-los.” Foi com este desafio que o Provedor de Justiça, Isaque Chande, recebeu 25 alunos da Escola Comunitária da Polana, numa visita à Provedoria de Justiça realizada esta segunda-feira, em Maputo. Durante o encontro, Chande explicou às crianças, de forma simples, o que faz a instituição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Conheçam os vossos direitos e não tenham medo de defendê-los.” Foi com este desafio que o Provedor de Justiça, Isaque Chande, recebeu 25 alunos da Escola Comunitária da Polana, numa visita à Provedoria de Justiça realizada esta segunda-feira, em Maputo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro, Chande explicou às crianças, de forma simples, o que faz a instituição e como pode ajudar cidadãos que enfrentam problemas relacionados com os seus direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Provedor reconheceu que, apesar da importância da instituição, ainda há muita gente que desconhece o seu papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vão ficar a saber o que é o Provedor de Justiça, o que faz e para que serve. Não são só os meninos que não sabem o que o Provedor de Justiça faz, há muita gente adulta que também não sabe”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo explicou, o Provedor de Justiça é eleito pela Assembleia da República e tem, entre outras funções, a missão de defender os direitos dos cidadãos, garantir o cumprimento da legalidade e contribuir para que a Administração Pública actue de acordo com a lei e a justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chande revelou ainda que a instituição recebe queixas de cidadãos, incluindo crianças, quando os seus direitos são violados por instituições do Estado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Criança também tem voz</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao falar especificamente dos direitos da criança, o Provedor chamou a atenção para situações que ainda afectam milhares de menores no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os casos mencionados estão crianças privadas do convívio com os pais, menores fora do sistema de ensino e crianças afectadas pelo conflito armado em Cabo Delgado, algumas das quais foram obrigadas a abandonar as suas zonas de origem e ficaram sem acesso à escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Chande, educação, alimentação e segurança não devem ser vistos como privilégios, mas como direitos fundamentais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/CHANDOCA-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-14085" srcset="https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/CHANDOCA-1024x683.jpg 1024w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/CHANDOCA-300x200.jpg 300w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/CHANDOCA-767x511.jpg 767w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/CHANDOCA-1536x1024.jpg 1536w, https://ngani.co.mz/wp-content/uploads/2026/08/CHANDOCA.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“A criança tem que ser ouvida sobre a sua vida, pois ela também tem preocupações”, sublinhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As uniões prematuras também estiveram entre os assuntos abordados. O Provedor explicou que, embora o fenómeno seja menos frequente na cidade de Maputo, continua a constituir um problema grave em várias zonas rurais do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Chande, há raparigas que se tornam mães entre os 13 e 15 anos, situação que pode interromper a sua formação escolar e expô-las a riscos associados à gravidez precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitas das crianças deste país casam antes de completar 18 anos. Nas zonas rurais, uma criança de 13 a 15 anos já é mãe, tem filho. Este é um problema muito grave no país”, alertou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Provedor apelou, particularmente às meninas, para que evitem uniões prematuras e priorizem a sua educação e formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final, Chande lançou um desafio aos alunos: tornarem-se “embaixadores” do Provedor de Justiça, levando para as escolas, famílias e comunidades aquilo que aprenderam durante a visita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Directora Pedagógica da Escola Comunitária da Polana, Laxmin de Castro Ussene, agradeceu a iniciativa e considerou que a visita ajudou os alunos a compreender melhor o papel da Provedoria de Justiça. Garantiu ainda que os conhecimentos adquiridos serão partilhados com outros alunos, pais e encarregados de educação. <em>Redacção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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