Pirataria na indústria de entretenimento África perde mais de USD 70 milhões/ano

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O continente africano perde mais de 70 milhões de dólares anualmente devido a pirataria que assola a indústria criativa. O alerta foi dado pela Multichoice, uma gigante internacional na área de indústria criativa.

Segundo esta multinacional, além das perdas económicas estimadas em até 71 mil milhões de dólares anuais nesta indústria, a pirataria reduz igualmente a arrecadação fiscal, limitando recursos para serviços públicos e desenvolvimento social. A MultiChoice alerta, ainda, para os riscos enfrentados pelos utilizadores de plataformas ilegais, incluindo fraudes bancárias, roubo de identidade e infecção de dispositivos por malware.

Para combater o fenómeno, a empresa recomenda o uso de tecnologias de cibersegurança, capazes de rastrear conteúdos pirateados e proteger milhares de milhões de dispositivos em todo o mundo. Paralelamente, uma iniciativa designada “Parceiros Contra a Pirataria”, utilizada por esta multinacional, tem reforçado campanhas de sensibilização sobre os impactos do streaming ilegal.

Segundo a empresa, o roubo de conteúdos protegidos por direitos de autor para além de prejudicar, diretamente, a produtores, artistas, realizadores e equipas técnicas, reduz a viabilidade financeira de séries, filmes e outros programas africanos. Como consequência, muitos projectos deixam de ser produzidos, afectando milhares de profissionais ligados à cadeia criativa.

Dados da MUSO, uma empresa britânica de fiscalização de pirataria, indicam que o streaming ilegal representa 96% da pirataria de filmes e séries. Em 2023 por exemplo, estima se que foram registadas cerca de 229,4 milhões de visitas a sites piratas, número que representa um aumento de 6,7% face ao ano anterior.

De acordo com a MultiChoice, o crescimento do streaming ilegal de conteúdos está a comprometer a sustentabilidade da indústria criativa africana, ao retirar receitas, empregos e oportunidades de investimento no sector do entretenimento.  Fernando Matico

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