O Governo anunciou que está a mobilizar recursos humanos e logísticos para assegurar o acolhimento de cidadãos moçambicanos que deverão regressar da África do Sul nos próximos dias, no âmbito de um processo de repatriamento que terá como principal ponto de entrada a fronteira de Ressano Garcia.
Segundo informações avançadas pelas autoridades, numa primeira fase são esperados cerca de 584 cidadãos, número que poderá sofrer alterações em função da evolução da situação do lado sul-africano.
Falando sobre os preparativos em curso, o Governo garantiu que foram criadas condições para assegurar uma recepção organizada e digna dos repatriados, bem como o seu encaminhamento imediato para as respectivas províncias de origem.
“Estamos preparados para recebê-los de forma digna e encaminhá-los para as zonas de origem”, asseguraram as autoridades.
O plano de resposta prevê o registo dos cidadãos à chegada, a disponibilização de transporte para os diferentes destinos dentro do país e a distribuição de kits alimentares para apoiar as famílias durante o processo de reintegração.
As autoridades indicaram ainda que, nesta fase, não está prevista a instalação de centros de trânsito em Ressano Garcia, uma medida que visa reduzir o tempo de permanência dos repatriados na fronteira e acelerar o seu regresso às comunidades de origem.
O Governo sublinha que acompanha de forma permanente a evolução da situação e que as medidas de assistência poderão ser ajustadas em função do número de cidadãos a regressar e das necessidades identificadas no terreno.
A operação ocorre num contexto de crescente atenção às questões migratórias na região da África Austral, com as autoridades moçambicanas a reforçarem os mecanismos de coordenação para garantir assistência humanitária e apoio social aos cidadãos afectados por processos de repatriamento. Redacção

