O Governo vai admitir cerca de seis mil novos funcionários públicos, depois da desactivação de mais de 18 mil trabalhadores fantasmas na Função Pública. A informação foi avançada esta pelo ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, que também é porta-voz do Conselho de Ministros.
Segundo o governante, a medida resulta do processo de prova de vida biométrica, introduzido recentemente, que permitiu identificar funcionários inexistentes ou que não reclamavam salários durante vários meses. “Temos estado a introduzir sistemas de controlo mais rigorosos, que permitem saber quem realmente está em funções. A prova de vida biométrica, feita através do telemóvel, ajudou a eliminar pagamentos indevidos”, explicou Impissa.
O ministro esclareceu que a substituição não será automática: “Terem sido identificados 18 mil fantasmas não significa que serão todos substituídos. No mínimo, serão seis mil novos ingressos, número que ainda precisa de ser afinado”, disse.
As irregularidades foram descobertas porque muitos supostos funcionários não reclamavam salários durante três ou quatro meses. “Quando não há qualquer contestação, o sistema automaticamente dá baixa e o registo entra em quarentena. Até hoje, nenhum dos 18.800 se apresentou para justificar-se”, acrescentou o porta-voz.
Moçambique conta actualmente com cerca de 384 mil Funcionários e Agentes do Estado.

