Maputo e Kampala apertam laços militares em novo acordo de defesa

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Moçambique e Uganda assinaram, esta semana, um Memorando de Entendimento sobre Cooperação no Domínio da Defesa, num passo que reforça as relações bilaterais entre os dois países num sector considerado estratégico.

O acordo foi rubricado durante uma cerimónia oficial que reuniu o Ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Cristóvão Artur Chume, e a Ministra de Estado para a Defesa e Assuntos de Veteranos do Uganda, Oleru Huda Abason, além de oficiais das forças armadas de ambos os países e membros das respectivas delegações governamentais.

Segundo as autoridades, o memorando estabelece um quadro de cooperação destinado a fortalecer a colaboração entre as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e as Forças de Defesa do Uganda, prevendo iniciativas conjuntas em áreas como formação militar, partilha de experiências operacionais, intercâmbio académico, indústria de defesa e gestão de desastres.

O instrumento também abre espaço para a troca de informação estratégica e coordenação em matérias de segurança, incluindo o combate ao terrorismo e outros desafios que afectam vários países do continente africano.

Durante a cerimónia, o ministro moçambicano da Defesa destacou que o acordo resulta da vontade de ambos os governos em aprofundar a cooperação bilateral no sector militar, sublinhando que o entendimento reflecte as relações históricas de amizade entre Maputo e Kampala.

Por sua vez, a ministra ugandesa recordou que os laços entre os dois países remontam a mais de cinco décadas, evocando o apoio prestado por Moçambique ao processo de libertação de Uganda na década de 1970.

Segundo explicou, o memorando agora assinado cria novas oportunidades para a cooperação entre os dois Estados, sobretudo na capacitação institucional, formação de quadros militares e partilha de experiências em matérias de defesa e segurança.

De acordo com informações divulgadas durante a cerimónia, o documento resulta de um processo de negociações técnicas conduzidas por especialistas dos dois países, com o objectivo de definir bases claras para o desenvolvimento de acções conjuntas no domínio militar.

Com a assinatura do memorando, os dois governos esperam impulsionar projectos concretos de cooperação e reforçar a coordenação entre as suas instituições de defesa, num contexto regional marcado por desafios de segurança cada vez mais complexos. Redacção

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