Destruição dos mangais ameaça costa e meios de subsistência em Nampula, alerta governador

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, advertiu esta terça-feira que a destruição dos mangais ao longo da costa provincial está a colocar em risco a sobrevivência de milhares de famílias, ao comprometer a pesca, aumentar a vulnerabilidade às mudanças climáticas e acelerar a erosão costeira.

A preocupação foi manifestada durante as celebrações do Dia Mundial da Preservação dos Mangais, realizadas no bairro de Thamol, na cidade de Angoche, onde o governante defendeu um maior envolvimento das comunidades locais na protecção destes ecossistemas, considerados essenciais para a segurança ambiental e económica das zonas costeiras.

Segundo Eduardo Abdula, a escolha de Angoche para acolher as celebrações não foi por acaso. O distrito figura entre as áreas onde a exploração indiscriminada de mangais para a produção de lenha continua a degradar extensas áreas de floresta costeira, exigindo uma resposta concertada entre o Governo, líderes comunitários e residentes.

O governador explicou que os mangais desempenham um papel decisivo na protecção da linha costeira, funcionando como uma barreira natural contra o avanço do mar, a erosão e os efeitos de ciclones e tempestades. Além disso, constituem um habitat indispensável para a reprodução de peixes, caranguejos e outras espécies marinhas que sustentam a actividade pesqueira e garantem o rendimento de milhares de famílias.

Dirigindo-se a residentes, líderes comunitários e estudantes, Eduardo Abdula apelou a uma mudança de atitude perante a degradação ambiental, incentivando sobretudo os jovens a participarem em campanhas de reflorestamento e a denunciarem práticas ilegais de corte de mangais.

“O mangal protege as nossas casas, protege o mar e garante a nossa sobrevivência. Sem ele teremos menos peixe, menos caranguejo e mais comunidades expostas às cheias e aos ciclones. Precisamos de preservar este património para as futuras gerações”, afirmou.

O governante defendeu que a conservação dos mangais não pode continuar a ser vista apenas como uma responsabilidade das instituições públicas, mas como um dever colectivo das comunidades, uma vez que a sustentabilidade da pesca, a protecção das infra-estruturas costeiras e o desenvolvimento económico da província dependem directamente da preservação destes ecossistemas.

As celebrações do Dia Mundial da Preservação dos Mangais incluíram acções de educação ambiental, mobilização comunitária e plantio de mudas em áreas degradadas da cidade de Angoche, numa iniciativa que visa reforçar a recuperação da cobertura vegetal costeira e sensibilizar a população para a importância da conservação dos recursos naturais. Redacção

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *