Silenciar professor? Organização denuncia ataque à democracia em Nampula

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A denúncia de ameaças de morte contra o secretário provincial da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) em Nampula, Arnaut Naharipo, começa a gerar reacções públicas, com organizações da sociedade civil a condenarem o caso e a exigirem intervenção imediata das autoridades.

A Associação OLICANISSA — Organização Juvenil de Liderança e Inclusão para a Cidadania Activa — manifestou, em nota, “veemente repúdio” pelas alegadas ameaças dirigidas ao docente, classificando o caso como um ataque aos direitos humanos e à liberdade de expressão.

“Tais actos criminosos representam um ataque inaceitável aos direitos humanos, à liberdade e à democracia”, refere o posicionamento.

A organização defende que actos de intimidação contra activistas e defensores de direitos não podem ser normalizados, alertando para os riscos de silenciamento de vozes críticas no sector público.

Pressão sobre autoridades aumenta

Na mesma nota, a OLICANISSA exige às autoridades competentes a rápida investigação do caso, com identificação dos responsáveis e responsabilização criminal. “Exigimos a imediata apuração dos factos e a adopção de medidas rigorosas para garantir a segurança e integridade física do professor Arnaut Naharipo”, sublinha a organização.

O movimento juvenil expressou ainda solidariedade ao docente e à sua família, num contexto que descreve como preocupante para o exercício da cidadania activa.

O posicionamento surge dias depois de Naharipo ter denunciado publicamente através do NGANI, alegadas ameaças de morte e intimidação, que diz estarem ligadas à sua actuação na defesa dos direitos dos professores e à denúncia de irregularidades no sector da Educação, no distrito de Meconta.

O caso, que já foi submetido à Procuradoria Distrital, está a ganhar contornos mais amplos, com diferentes sectores da sociedade a acompanharem a evolução e a pressionarem por esclarecimentos.

Para já, mantém-se a expectativa em torno de uma reacção oficial das autoridades, enquanto cresce a preocupação com a segurança do dirigente sindical. Porque, neste caso, já não está apenas em causa um professor — mas o direito de falar sem medo. Agostinho Miguel

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