Nampula: “Raul Novinte é camaleão que muda de cores”

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A coordenação provincial da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), em Nampula, rejeitou as declarações de Raul Novinte segundo as quais teria sido impedido de concorrer à presidência do partido, sustentando que o político nunca formalizou qualquer candidatura nem desencadeou os procedimentos internos exigidos.

Em conferência de imprensa, o coordenador provincial do partido, Castro Eleutério Niquina, afirmou que as declarações tornadas públicas por Novinte não correspondem aos factos e visam, na sua óptica, criar a percepção de que foi excluído do processo interno.

“Nunca manifestou formalmente a intenção de concorrer, não submeteu qualquer candidatura nem contactou as estruturas competentes do partido. Não houve qualquer impedimento”, afirmou.

Segundo Niquina, o processo de candidaturas decorreu de forma aberta e permitia a participação de qualquer membro que reunisse os requisitos previstos pelos estatutos da formação política.

O dirigente sustentou ainda que Raul Novinte não manteve uma participação regular nas actividades do partido e que, durante o período em que desempenhou funções de mobilização na região norte, não apresentou resultados considerados relevantes pela direcção provincial.

Niquina recordou que Novinte foi integrado na estrutura partidária por decisão da liderança nacional, apesar de, segundo disse, ter manifestado anteriormente posições críticas em relação ao processo de criação da ANAMOLA.

Durante a conferência de imprensa, o coordenador provincial acusou ainda Novinte de ter protagonizado acções que, no entendimento do partido, contribuíram para a instabilidade interna em algumas estruturas provinciais e distritais, alegações que não apresentou acompanhadas de elementos públicos de prova.

O dirigente afirmou igualmente que a actual exposição mediática de Raul Novinte constitui uma estratégia de reposicionamento político, numa altura em que este anunciou a criação da Aliança Eleitoral Moçambicana (ALEM), plataforma com a qual pretende participar nas próximas eleições autárquicas.

“Não vamos permitir que o nome do partido seja utilizado para promover agendas pessoais ou projectos políticos alheios à ANAMOLA”, declarou.

Niquina apelou ainda à opinião pública para analisar de forma crítica as informações divulgadas sobre o diferendo interno, defendendo que as posições tornadas públicas devem ser avaliadas com base em factos e não apenas em declarações.

A conferência de imprensa surge dias depois de Raul Novinte ter afirmado, em diferentes órgãos de comunicação social, que foi impedido de concorrer à presidência da ANAMOLA e, na última sexta-feira, ter apresentado oficialmente a Aliança Eleitoral Moçambicana (ALEM), iniciativa política que pretende disputar as próximas eleições autárquicas.

A reportagem procurou obter um posicionamento de Raul Novinte sobre as declarações da direcção provincial da ANAMOLA. Até ao fecho desta edição, não foi possível obter a sua reacção. Agostinho Miguel

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