Quatro indivíduos encontram-se detidos na 2.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, indiciados de envolvimento num esquema de burla contra um agente económico, através da emissão de cheques sem cobertura, que causou prejuízos superiores a 1,2 milhão de meticais.
De acordo com o chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM, Dércio Samuel, os suspeitos foram detidos em flagrante delito, após utilizarem cheques falsos para efectuar pagamentos parciais entre 180 mil e 200 mil meticais, com o objectivo de levantar mercadorias.
Segundo a polícia, o grupo actuava de forma faseada, emitindo cheques em diferentes valores para ganhar a confiança dos comerciantes. “Foram usados cheques de 186.950 meticais, 270 mil meticais e 95 mil meticais, permitindo sucessivas retiradas de produtos”, explicou o porta-voz.

Os meliantes…
A operação policial culminou na apreensão de 55 sacos de arroz e cinco caixas de manteiga, além dos meios utilizados no transporte dos bens. O esquema foi descoberto quando o proprietário do armazém, desconfiado do comportamento dos indivíduos, decidiu confirmar os cheques junto do banco, tendo sido informado de que não possuíam cobertura. A situação foi imediatamente comunicada às autoridades, que já seguiam pistas sobre o grupo.
Entretanto, a PRM indica que decorrem diligências para localizar outros membros da quadrilha que se encontram foragidos. Os detidos negam qualquer envolvimento no crime, alegando que apenas foram contratados para transportar mercadorias.
Já o empresário lesado, identificado como Abubakar, afirma ter acumulado prejuízos na ordem de 1.286.975 meticais e exige justiça. “Quero que os responsáveis sejam responsabilizados. A polícia deve capturar os outros fugitivos para evitar mais vítimas”, disse, acrescentando que, doravante, passará a confirmar pagamentos directamente junto das instituições bancárias antes de proceder à entrega de mercadorias. Agostinho Miguel
