A Universidade Rovuma assinalou, na última quarta-feira, o Dia Internacional da Terra com um debate público que colocou no centro das atenções os impactos das acções humanas sobre o ambiente e os desafios da sustentabilidade em Moçambique.
A iniciativa, organizada pela Faculdade de Ciências da instituição, reuniu docentes, estudantes e especialistas numa mesa-redonda que decorreu sob o lema “Nosso Poder, Nosso Planeta: Valorizando a Terra e Ordenando o Território”.
Durante o encontro, o director da Faculdade de Ciências, Elias Maxombe, defendeu a necessidade de transformar a efeméride numa oportunidade de reflexão e mobilização, face ao agravamento dos problemas ambientais.
Segundo o académico, fenómenos como a degradação dos solos, a poluição dos rios e a perda da biodiversidade já estão a comprometer o futuro das próximas gerações, exigindo respostas urgentes e coordenadas.
Maxombe alertou ainda que as mudanças climáticas representam apenas uma parte de um problema mais amplo, que descreveu como uma “crise planetária”, associada também à redução da diversidade biológica e aos desafios da produção sustentável.
Ao longo da mesa-redonda, os participantes discutiram temas como biodiversidade, gestão de recursos naturais, energias renováveis e educação ambiental, sublinhando a necessidade de maior articulação entre ciência, políticas públicas e envolvimento comunitário.
Os especialistas reconheceram que Moçambique enfrenta impactos directos da degradação ambiental, defendendo a adopção de soluções sustentáveis como caminho para mitigar os efeitos e garantir o equilíbrio dos ecossistemas. Redacção

