O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, em Nampula, um indivíduo de 32 anos, indiciado no crime de falsificação de documentos, nomeadamente licenças para comercialização de recursos minerais.
De acordo com o porta-voz do SERNIC, Saulete Bernardo Mocimboa, o suspeito é funcionário de uma empresa de consultoria mineira e terá usado a sua posição para obter, de forma fraudulenta, licenças que posteriormente falsificava com fins comerciais.
Segundo a fonte, os documentos eram vendidos a valores que variavam entre 600 mil e 700 mil meticais, num esquema orientado para a obtenção de ganhos ilícitos.
“No decurso das investigações, foi possível apreender um computador utilizado na produção dos documentos falsos, bem como várias licenças já adulteradas”, explicou Mocimboa.
As autoridades dizem não ter dúvidas quanto ao envolvimento do detido no esquema, embora admitam a existência de outros possíveis implicados, cujo processo investigativo continua em curso.
“O processo ainda está em seguimento e, caso se confirmem outros envolvimentos, todos os autores serão responsabilizados criminalmente”, acrescentou o porta-voz.
Entretanto, o suspeito nega ser o principal responsável, alegando que actuava apenas como intermediário entre clientes e outros técnicos.
Em declarações à imprensa, o indiciado afirmou que o caso teve início quando um cliente solicitou a emissão de uma licença, tendo ele encaminhado o pedido a um colega responsável pelo tratamento documental.
“Eu apenas fazia a ligação entre o cliente e o colega. Não tinha conhecimento de que se tratava de um processo ilegal”, disse.
O suspeito acrescentou que os pagamentos eram feitos por transferência bancária e posteriormente encaminhados ao alegado responsável pela emissão das licenças.
O indiciado afirma tratar-se do seu primeiro envolvimento em práticas do género e manifesta arrependimento. “É a primeira vez. Nunca tive problemas com a justiça. Estou arrependido da situação”, declarou.
Na mesma ocasião, o SERNIC apresentou ainda dois indivíduos acusados de roubo em viaturas estacionadas na via pública. Na posse dos suspeitos foi recuperado um computador. Ambos confessaram os crimes e dizem-se arrependidos. Agostinho Miguel

