Casa de activista anti-imigração incendiada na África do Sul

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A residência rural de Ngizwe Mchunu, figura conhecida pelas suas posições controversas contra a imigração ilegal na África do Sul, foi incendiada por desconhecidos na localidade de Mbumbulu, província de KwaZulu-Natal.

De acordo com relatos divulgados pela imprensa sul-africana, um grupo de indivíduos terá invadido a propriedade no último domingo à procura de Mchunu. Após constatarem que o activista não se encontrava no local, os suspeitos alegadamente atearam fogo à residência principal e a outras estruturas existentes no quintal, colocando-se depois em fuga.

Na altura do incidente, Mchunu encontrava-se fora da província. O activista regressou à propriedade no dia seguinte para avaliar os danos provocados pelo incêndio, que destruiu grande parte da residência, segundo relatos de testemunhas e de apoiantes próximos.

Conhecido pelas suas declarações polémicas sobre imigração, sobretudo contra cidadãos moçambicanos, zimbabweanos e malawianos, Mchunu tornou-se uma das vozes mais mediáticas dos movimentos nacionalistas sul-africanos que defendem medidas mais rígidas contra imigrantes em situação irregular.

O caso provocou forte repercussão nas redes sociais. Enquanto apoiantes classificam o incidente como um “ataque político”, críticos levantaram dúvidas sobre as circunstâncias do incêndio. Até ao momento, porém, não existem provas públicas que sustentem essas alegações.

A polícia sul-africana confirmou a abertura de uma investigação por suspeita de fogo posto, mas nenhum suspeito havia sido detido até à publicação desta notícia.

O incidente reacende o debate em torno do aumento da tensão social e dos discursos xenófobos na África do Sul, país que nos últimos anos tem registado episódios recorrentes de violência contra cidadãos estrangeiros africanos. Redacção

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