Igreja não desiste da verdade sobre Dom Osório

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A Igreja Católica em Moçambique promete continuar a exigir o esclarecimento da morte de Dom Osório Citora Afonso, assassinado em Junho deste ano na Diocese de Quelimane, apesar de o processo decorrer sob segredo de justiça.

A posição foi reafirmada pelo Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique e Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, durante a missa de encerramento da peregrinação ao Santuário Maria Mãe do Redentor, em Meconta, no domingo, 16 de Agosto.

Segundo a Vatican News, Dom Inácio defendeu que as autoridades devem esclarecer não apenas quem executou o crime, mas também as suas motivações e a eventual existência de autores morais.

O Arcebispo afirmou que a Igreja procura verdade e justiça, e não vingança, sublinhando que o perdão cristão não significa esquecer o crime nem abandonar a procura da verdade.

A Conferência Episcopal de Moçambique continua a acompanhar o processo e mantém contactos com as autoridades. Na semana anterior à celebração, realizou-se um encontro entre representantes do Governo, da Nunciatura Apostólica e da Conferência Episcopal, com a participação de responsáveis dos sectores da Justiça, Negócios Estrangeiros e Finanças, bem como representantes da Santa Sé.

Dom Inácio reconheceu que, devido ao segredo de justiça, ainda não há conclusões oficiais sobre os responsáveis pela morte do bispo. Manifestou, contudo, preocupação com o risco de o caso perder visibilidade antes de se conhecer o seu desfecho.

Para a Igreja, o esclarecimento da morte de Dom Osório Citora ultrapassa a responsabilização criminal. Segundo Dom Inácio Saúre, conhecer a verdade é uma condição para que Moçambique possa avançar no caminho da justiça, perdão e reconciliação. Redacção

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