Dirigente histórico da RENAMO rende-se à ANAMOLA no Niassa

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O vice-presidente da Assembleia Municipal de Metangula, Bonomar Saíde Cafene, pôs termo a mais de três décadas de militância na RENAMO, anunciando a sua adesão à ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), o novo partido liderado por Venâncio Mondlane.

A decisão, tornada pública na última segunda-feira (20), marca uma nova viragem na cena política local e acentua a sangria de quadros que a RENAMO vem sofrendo desde as eleições autárquicas de 2023. Cafene, que ocupava o segundo posto mais alto da Assembleia Municipal de Metangula, afirmou que já não via “nenhuma perspectiva” dentro do partido fundado por Afonso Dhlakama.

“Na RENAMO não há nada, e a RENAMO não tem nada para dar”, declarou, ao justificar a sua mudança para a ANAMOLA.

A saída de Cafene ocorre um ano e oito meses depois de assumir o cargo municipal, e é vista por analistas locais como um sinal da crescente influência de Venâncio Mondlane no norte do país, particularmente entre antigos militantes desiludidos com a actual liderança da oposição.

Dentro da RENAMO, as reações foram imediatas e divididas. Alguns colegas de bancada desvalorizaram a decisão, descrevendo-a como um gesto de “ambição pessoal” e acusando Cafene de procurar benefícios políticos. Outros, porém, reconhecem que o partido enfrenta uma crise de liderança e desorganização interna, o que tem levado vários quadros a procurar novos espaços de expressão política.

Em Metangula, o movimento foi recebido com expectativa. Fontes locais acreditam que a adesão de figuras conhecidas à ANAMOLA poderá redesenhar o mapa político do Niassa, tradicionalmente dominado pela FRELIMO, mas onde a RENAMO sempre manteve alguma presença.

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