A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou esta terça-feira, na vila da Ponta do Ouro, província de Maputo, a XXII Reunião de Diretores da Política de Defesa ou Equiparados, com o objetivo de fortalecer a cooperação estratégica entre os Estados-membros e preparar propostas a submeter à próxima reunião dos Ministros da Defesa da organização.
O encontro, que decorre até amanhã, reúne representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Secretariado Permanente para os Assuntos de Defesa e o Centro de Análise Estratégica da CPLP.
A delegação moçambicana é chefiada pelo Brigadeiro Anastácio Zaqueu Barassa, Director Nacional de Política de Defesa, acompanhado pelo Coronel Assane Cachimo, Oficial de Cooperação do Estado-Maior General, e pela Major Marta António Jorge Muando Licussa, Chefe do Departamento de Relações Multilaterais.
Na sua intervenção, o Brigadeiro Barassa destacou que o encontro ocorre num contexto internacional desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pelo terrorismo e pelos efeitos das mudanças climáticas, fatores que exigem uma coordenação estratégica reforçada entre os países da comunidade.
“O fortalecimento da cooperação multilateral é essencial para a consolidação da segurança coletiva, a promoção da paz e o desenvolvimento sustentável no espaço da CPLP”, sublinhou o dirigente.
A agenda da reunião contempla a análise do ponto de situação da 3.ª Reunião dos Serviços de Informações Militares, a implementação do Plano de Acção 1325 sobre a Agenda “Mulheres, Paz e Segurança”, bem como o balanço das formações realizadas no Colégio de Defesa e no Curso CIMIC.
Os participantes irão ainda apreciar a proposta de revisão dos estatutos e do regimento do Centro de Análise Estratégica da CPLP, e definir a calendarização das actividades conjuntas para 2026, com destaque para o Exercício FELINO, um dos principais marcos da cooperação militar multilateral entre as Forças Armadas dos países de língua portuguesa.

