Prémios Mozal Artes e Cultura 2025 celebram o talento e a diversidade artística nacional

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

A noite desta quinta-feira, em Maputo, foi de celebração da criatividade moçambicana. A gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025, promovida pela Kulungwana – Associação para o Desenvolvimento Cultural em parceria com a Mozal, distinguiu sete artistas que se destacaram pela originalidade, consistência e contribuição para o fortalecimento da identidade cultural do país.

O evento, marcado por momentos de emoção e reconhecimento, reuniu nomes proeminentes das artes e da cultura nacional. A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, destacou o papel da iniciativa como um importante instrumento de valorização dos criadores moçambicanos.

“Os Prémios Mozal Artes e Cultura demonstram que em Moçambique existem talentos cuja visibilidade depende da conjugação entre políticas públicas e iniciativas privadas como esta, que prestigiam a nossa cultura. Agradecemos à Mozal por manter, de forma sábia e responsável, o apoio a este grande projecto”, afirmou Muocha, sublinhando que o acesso às artes é um direito fundamental consagrado na Constituição da República.

blank

A edição de 2025 contou com 103 candidaturas provenientes de todas as províncias, um recorde que, segundo Henny Matos, directora executiva da Kulungwana, reforça o alcance nacional do prémio.

“Pela primeira vez recebemos candidaturas de todo o país. É um sinal de que estamos a trilhar o caminho certo, promovendo uma cultura inclusiva e verdadeiramente nacional”, disse Matos, acrescentando que 20 finalistas foram selecionados e sete consagrados vencedores nas diferentes categorias.

A representante da Mozal, Lucrécia Uamba, reafirmou o compromisso da empresa com o desenvolvimento social através do investimento na cultura.

“A gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura tem vindo, de forma contínua e firme, a reconhecer o esforço dos nossos artistas. Que este reconhecimento inspire os premiados a continuar a criar, inovar e levar o nome de Moçambique além-fronteiras”, declarou Uamba.

O presidente do júri, Rogério Manjate, destacou o rigor do processo de avaliação, que envolveu profissionais de referência no sector criativo. As candidaturas, submetidas digitalmente, foram analisadas com base na solidez técnica e conceptual das obras, o carácter inovador e a evolução artística dos concorrentes.

Apesar dos avanços, Manjate chamou atenção para a baixa participação feminina, que representou apenas 19,4% dos inscritos, desafiando o sector a estimular maior inclusão.

Os vencedores da edição 2025 foram:

  • Az Khinera (Cabo Delgado) – Música
  • Melchior Ferreira (Gaza) – Cinema e Audiovisual
  • Nuno Silas (diáspora) – Artes Visuais
  • Mário Cumbana (Maputo) – Fotografia
  • Osvaldo Passirivo (Maputo) – Dança
  • Amarildo Rungo (Maputo) – Design de Moda e Vestuário
  • Aílton Zimila (Maputo) – Teatro

Cada premiado recebeu um diploma, troféu e 120 mil meticais, um estímulo que, segundo os organizadores, visa fortalecer o compromisso dos jovens artistas com a qualidade e a visibilidade do seu trabalho.

Encerrando a cerimónia, o ambiente foi de festa e reconhecimento — uma prova viva de que, entre desafios e limitações, a arte moçambicana continua a florescer com talento, diversidade e esperança.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *