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Cultura

Na cidade de Nampula, cultura celebra-se como espelho da moçambicanidade

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Nampula, berço pulsante da diversidade moçambicana, acolheu as celebrações oficiais do Dia Nacional da Cultura nesta quarta-feira, 16 de Julho. A cerimónia, realizada na Casa da Cultura da província, ficou marcada por momentos de reflexão sobre o percurso cultural do país e por vibrante exaltação das tradições e manifestações artísticas que tecem a rica tapeçaria cultural nacional.

O evento serviu como ponto de encontro para artistas de diversos quadrantes, agentes culturais e representantes da sociedade civil, todos unidos pelo fio condutor da moçambicanidade. Sob o lema “Valorização da cultura como elemento central da identidade nacional“, as actividades reforçaram o papel fundamental da herança comum na construção do país.

Em representação da Directora Provincial da Cultura e Turismo, José Constantino destacou a importância desta efeméride para a consolidação da unidade nacional e do sentimento de moçambicanidade.

“Hoje celebramos a essência do nosso ser enquanto povo”, afirmou, ao capturar o espírito colectivo da ocasião. “A nossa cultura é a alma viva de Moçambique, que pulsa nas danças, nos ritmos, nas línguas, nas crenças, nas artes e nas tradições do nosso povo.”

Para além da celebração, Constantino sublinhou que o Dia Nacional da Cultura deve ser, intencionalmente, um momento de reflexão. Esta reflexão, enfatizou, deve centrar-se no papel determinante que as tradições e expressões culturais desempenharam na nossa história e na construção das civilizações, ao declarar: “A cultura é o espelho da nossa identidade.”

Num gesto de reconhecimento, José Constantino rendeu homenagem a figuras fundamentais da paisagem cultural moçambicana. Foram destacados os artistas mestres da tradição oral, cuja sabedoria ecoa através das gerações, os investigadores que desvendam e documentam o património, e os agentes culturais que actuam nas comunidades.

Constantino exaltou a dedicação e criatividade desses actores na promoção e preservação do património cultural moçambicano, tanto nos palcos locais quanto nos internacionais. Sobre eles, afirmou: “São os verdadeiros guardiões da nossa memória colectiva e embaixadores da alma moçambicana.”

Ao encerrar a sua intervenção, José Constantino, em representação da Chefe do Departamento das Indústrias Culturais na província de Nampula, desejou a todos os presentes e ao povo moçambicano “um feliz Dia Nacional da Cultura, com renovado compromisso pela valorização da diversidade cultural e da identidade moçambicana”, reafirmando o caminho traçado pelo lema do dia.

Por Victor Xavier

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