Dinis Manuel não acreditava que uma simples carica pudesse mudar a sua rotina. Depois de participar anteriormente na campanha “Tá na Carica, Abre e Habilita-te a Ganhar”, promovida pela Coca-Cola Moçambique, sem conquistar qualquer prémio, o jovem passou a desconfiar da iniciativa.
Mas tudo mudou quando, numa nova tentativa, abriu uma garrafa e descobriu que tinha sido contemplado com uma televisão.
Residente no bairro de Muatala, na cidade de Nampula, Dinis conta que, inicialmente, nem sequer acreditou na indicação inscrita na carica.
“Eu não acreditava mesmo. Achava que era mentira, burla. Já tinha tentado e não deu em nada”, recorda.
Mesmo desconfiado, decidiu seguir os procedimentos indicados para confirmar o prémio. Só depois de ser contactado e de receber a confirmação oficial é que começou a acreditar que tinha realmente ganho.
“Só comecei a acreditar quando fui chamado e confirmaram que era verdade. Antes disso, achava que não ia dar em nada”, explica.
A televisão, entretanto, acabou por trazer uma mudança que o jovem não esperava. A sua casa passou a receber vizinhos e amigos que procuram acompanhar jogos de futebol e outros programas televisivos.
“Os vizinhos não acreditavam. Quando viram a televisão, ficaram todos admirados. Agora vêm lá em casa assistir. A casa já está sempre cheia”, conta, entre risos.
De desconfiado a defensor da campanha
Sem emprego fixo e sobrevivendo de biscates e pequenos trabalhos em armazéns, Dinis diz que o prémio tem um significado que vai além do valor material.
Para ele, a principal mudança foi ter passado da dúvida à experiência directa.
“Agora eu acredito porque vivi isso. Não foi alguém que contou, fui eu que vi acontecer”, afirma.
A experiência também terá alterado a percepção de algumas pessoas no bairro. Segundo Dinis, vizinhos que inicialmente desconfiavam da campanha começaram a participar depois de testemunharem o seu caso.
“Eles diziam que não era possível. Hoje já estão todos a tentar. Viram com os próprios olhos”, conta.
A vitória não diminuiu, contudo, a ambição do jovem. Pelo contrário, Dinis diz que continua a participar na campanha e já tem os olhos postos num dos prémios de maior valor.
“Agora estou mesmo no jogo. Quero aquele carro”, afirma.
Telemóvel surpreende estudante
Dinis não é o único vencedor em Nampula cuja percepção sobre a campanha mudou depois de receber um prémio.
Evanilson José, estudante universitário, também foi contemplado, neste caso com um telemóvel.
Antes de ganhar, o estudante conta que via a publicidade da campanha, mas não acreditava que pudesse efectivamente ser um dos vencedores.
“Via as publicidades, mas não levava a sério. Parecia só mais uma coisa para chamar atenção”, recorda.
A surpresa aconteceu durante um passeio com amigos. Ao abrir uma garrafa, encontrou a indicação de que tinha sido contemplado e decidiu seguir os passos necessários para confirmar o prémio.
“Fiquei emocionado quando recebi. Parecia uma criança. Não acreditava que era verdade”, conta.
A descoberta foi imediatamente partilhada com os amigos que o acompanhavam. Alguns também desconfiavam da campanha, mas mudaram de opinião depois de verem o prémio.
“Eles não acreditavam. Quando mostrei, ficaram surpreendidos. Agora já estão a tentar também”, afirma.
Para Evanilson, a experiência serviu para transformar a desconfiança em convicção.
“É real. Eu não acreditava, mas aconteceu comigo. As pessoas devem tentar”, diz.
Outro vencedor em Nampula é Filipe Ussene, também contemplado com um telemóvel.
Quando o prémio chega à comunidade
Os relatos dos vencedores mostram que, para além do valor dos prémios, a campanha tem produzido efeitos entre os participantes e as suas comunidades.
No caso de Dinis, a televisão deixou de ser apenas um bem recebido através da promoção. O aparelho transformou a sua casa num espaço de encontro entre vizinhos e amigos, sobretudo em momentos de jogos de futebol e programas de interesse comum.
A experiência também alterou a forma como o jovem olha para a campanha. De alguém que considerava a iniciativa uma possível burla, Dinis passou a ser um exemplo próximo para pessoas que, como ele anteriormente, tinham dúvidas sobre a possibilidade de ganhar.
Agora, enquanto continua a participar, mantém uma nova expectativa: trocar a carica premiada por um prémio ainda maior — uma viatura. Agostinho Miguel

