A cidade de Maputo enfrenta uma crise de combustível que já está a condicionar significativamente a mobilidade urbana e o quotidiano de milhares de cidadãos.
Desde as primeiras horas do dia, extensas filas de viaturas têm sido registadas em diversos postos de abastecimento, com automobilistas a aguardarem durante várias horas na tentativa de adquirir gasolina ou gasóleo. Em alguns pontos, há relatos de postos totalmente esgotados, enquanto outros funcionam de forma intermitente, intensificando a pressão sobre as poucas unidades ainda operacionais.
A escassez começa igualmente a afectar o transporte semi-colectivo, com operadores a reduzirem o número de viagens, situação que está a dificultar o acesso de passageiros aos seus locais de trabalho, escolas e outros compromissos diários.
Paralelamente, multiplicam-se denúncias de venda ilegal de combustível no mercado informal, onde os preços são praticados muito acima dos níveis habituais, agravando ainda mais o impacto da crise sobre os consumidores.
Até ao momento, as autoridades não apresentaram uma explicação detalhada sobre as causas da escassez, nem avançaram prazos para a normalização do abastecimento.
Num contexto económico já marcado por dificuldades, a situação está a gerar crescente preocupação entre os munícipes, que enfrentam mais um factor de instabilidade no seu dia a dia. Redacção

