Os autocarros movidos a gás natural entregues pelo Presidente da República, Daniel Chapo, em Abril deste ano, continuam sem entrar em funcionamento em Nacala-Porto, situação que tem alimentado críticas por parte dos munícipes, que questionam a demora na operacionalização dos veículos.
Apresentada como uma medida destinada a melhorar a mobilidade urbana e reduzir a pressão sobre o transporte de passageiros, a iniciativa ainda não produziu efeitos práticos para a população, meses após a cerimónia oficial de entrega da frota.
Enquanto os autocarros permanecem estacionados, os residentes continuam a enfrentar dificuldades diárias para se deslocarem dentro da cidade, numa conjuntura marcada pela escassez de transporte público e pelos custos elevados praticados por operadores privados.
Entre os munícipes cresce o sentimento de frustração face ao atraso, com muitos a defenderem que os benefícios anunciados pelo Governo apenas serão sentidos quando os veículos começarem efectivamente a prestar serviço.
“Os autocarros foram apresentados ao público, houve discursos e fotografias, mas até agora não os vemos a transportar passageiros. A situação continua a mesma para quem precisa de transporte todos os dias”, lamentou um residente ouvido pelo NGANI.
Outro cidadão considerou que a entrega dos meios, por si só, não resolve os problemas de mobilidade da cidade. “O importante não é apenas receber os autocarros, mas colocá-los a funcionar. É isso que a população espera”, afirmou.
Contactadas sobre o assunto, fontes ligadas às autoridades locais reconhecem que o processo de entrada em operação da frota ainda não foi concluído. Segundo explicaram, decorrem procedimentos administrativos e jurídicos relacionados com o modelo de gestão dos autocarros, considerados necessários para assegurar a sustentabilidade do serviço.
As explicações, contudo, não dissipam as inquietações da população, que continua a aguardar pelo início da circulação dos veículos. Para muitos munícipes, a demora contrasta com a urgência de soluções para os problemas de transporte que afectam diariamente milhares de pessoas em Nacala-Porto.
Num contexto de crescente pressão sobre o custo de vida, os residentes defendem que a entrada em funcionamento dos autocarros poderá contribuir para melhorar a mobilidade urbana e oferecer uma alternativa mais acessível aos passageiros, reduzindo a dependência do transporte privado. Redacção

