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Política

Chapo chama novos oficiais para a guerra contra o terrorismo

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta segunda-feira, em Nampula, que o futuro da segurança nacional passa, em grande medida, pela actuação responsável, ética e profissional dos novos oficiais formados pela Academia Militar Marechal Samora Machel, chamados a responder aos actuais e emergentes desafios que ameaçam a estabilidade do país.

Falando à margem da cerimónia de graduação, o Chefe do Estado sublinhou que o combate ao terrorismo continua a ser uma prioridade nacional, com incidência particular nas províncias de Cabo Delgado, Nampula — nos distritos de Eráti e Memba — e Niassa, sobretudo na região de Mecula, áreas que exigem uma presença militar eficaz, disciplinada e próxima das populações.

Num momento simbólico em que Moçambique assinala 50 anos da Independência Nacional, Daniel Chapo destacou o papel da Academia Militar como uma das instituições estruturantes do Estado moçambicano, responsável pela formação de quadros que asseguram a defesa da soberania, da integridade territorial e da ordem constitucional.

Para além da ameaça terrorista, o Presidente alertou que o contexto actual de segurança é marcado por riscos complexos e interligados, que vão desde o crime organizado transnacional aos crimes cibernéticos, passando pelo tráfico de drogas e de seres humanos, pela pirataria marítima, pela imigração ilegal e pelos efeitos das mudanças climáticas sobre a estabilidade social e económica do país.

Segundo o Chefe do Estado, enfrentar estes desafios exige mais do que capacidade bélica. Implica respostas inteligentes, baseadas no conhecimento científico, numa gestão rigorosa dos recursos públicos e no fortalecimento contínuo das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, alinhadas com padrões éticos e profissionais elevados.

Ao integrarem os quadros permanentes das FADM, os novos graduados passam a assumir uma responsabilidade acrescida perante o Estado e os cidadãos, devendo pautar a sua actuação pelo respeito escrupuloso dos direitos humanos, pelas convenções internacionais e por uma relação de confiança com as comunidades onde operam.

Daniel Chapo defendeu que a legitimidade das Forças Armadas constrói-se no terreno, através do comportamento dos seus membros, da proximidade com as populações e da protecção efectiva da vida e da dignidade humana. Para o Presidente, a autoridade militar deve ser exercida com disciplina, responsabilidade e sensibilidade social.

O Chefe do Estado apelou ainda aos novos oficiais para que honrem os valores herdados da Geração de 25 de Setembro — patriotismo, bravura, lealdade e sentido de missão — sem abdicar da capacidade de adaptação, da iniciativa e da criatividade exigidas pelos actuais cenários de conflito.

Num contexto de ameaças múltiplas e mutáveis, Daniel Chapo reiterou que a defesa nacional só será eficaz se caminhar lado a lado com a ética, a cidadania e o respeito pelo Estado de Direito, princípios que, segundo afirmou, devem orientar a actuação das Forças Armadas na protecção de todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo.

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