“Até fui à mesquita rezar.” Foi desta forma que o governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, descreveu a satisfação com que recebeu a indicação de Fernando Bemane de Sousa para assumir funções na província.
Segundo Abdula, a relação entre ambos remonta há vários anos, desde o período em que trabalharam juntos na província de Tete. O governador recordou que Bemane foi um dos seus formadores em matérias de convivência social e política, razão pela qual acredita que a sua presença poderá reforçar a qualidade da governação em Nampula.
“Fernando Bemane é meu professor e, quando ouvi que vinha para Nampula, até fui à mesquita rezar. Ele vai me ensinar muito”, afirmou.
O governante acrescentou que vê em Bemane uma figura de orientação e equilíbrio. “Sou crente por ter o Bemane aqui nesta província como meu professor, como a pessoa que vai me controlar um pouco, porque eu às vezes também saio da linha”, declarou, num tom descontraído.
Eduardo Abdula reconheceu igualmente alguns desafios relacionados com a interpretação da legislação da descentralização, considerando que a experiência do novo dirigente poderá contribuir para melhorar a articulação institucional e fortalecer a governação na província.
Por sua vez, Fernando Bemane de Sousa confirmou a relação de proximidade com o governador, sublinhando que ambos partilham um longo percurso de trabalho e aprendizagem mútua. Recordou o período em que estiveram juntos em Tete, destacando o papel de Abdula na sua formação em matérias de convivência com as comunidades.
“Em Tete ficamos muito tempo juntos. Ele ensinou-me como trabalhar com as comunidades e como conviver com as pessoas”, afirmou.
A chegada de Fernando Bemane de Sousa acontece num contexto de renovação das relações institucionais em Nampula, após as conhecidas divergências entre Eduardo Abdula e o então secretário de Estado, Plácido Pereira, abrindo espaço para uma nova etapa que o governador acredita ser marcada pelo entendimento e pela cooperação. Redacção

