Defesa Nacional mobiliza forças para travar o cancro na mulher

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O Ministério da Defesa Nacional quer tornar a Saúde Militar uma frente activa na luta contra o cancro da mama e do colo do útero — as duas principais ameaças à saúde feminina em Moçambique.

A posição foi defendida esta sexta-feira (24), em Maputo, pelo Coronel Jorge Leonel, Director Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Defesa, durante a abertura de um workshop alusivo ao Outubro Rosa, sob o lema “Saúde Militar na luta contra o cancro na mulher”.

O encontro, que reuniu especialistas, médicos e decisores do sector, defendeu a necessidade de uma acção coordenada e urgente para conter o avanço da doença no país, particularmente no seio das forças armadas.

Um inimigo silencioso que cresce no país

Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde (INS) e do Inquérito Nacional de Doenças Crónicas (Incrónica), o cancro do colo do útero representa cerca de 31% dos casos registados entre mulheres moçambicanas, seguido pelo cancro da mama, com 10%.
A nível global, a Organização Mundial da Saúde estima mais de 2,3 milhões de novos casos de cancro da mama por ano, consolidando-o como o tipo de cancro mais comum no mundo.

“Estes números mostram a urgência de acções mais coordenadas e consistentes. É preciso unir esforços dentro e fora das fileiras para salvar vidas”, afirmou o Coronel Jorge Leonel, defendendo que a Saúde Militar deve ser parte activa das estratégias nacionais de prevenção e tratamento.

Diagnóstico precoce e consciencialização no centro da batalha

O workshop teve como objectivo reforçar a consciencialização, a prevenção e o diagnóstico precoce — considerados as armas mais eficazes no combate ao cancro.
Durante as mesas-redondas, especialistas discutiram os principais desafios no rastreio e tratamento, partilharam experiências e apelaram à criação de programas integrados de saúde feminina no seio do sector de defesa.

“O cancro é um inimigo silencioso que não escolhe farda nem posto. O combate começa com informação e prevenção”, sublinhou uma das intervenientes durante o encontro.

Um compromisso que vai além do Outubro Rosa

Mais do que uma efeméride, a campanha do Outubro Rosa foi apresentada como um ponto de partida para acções contínuas no seio da Defesa Nacional. Os participantes defenderam o reforço de campanhas de rastreio, formação de pessoal médico militar e inclusão de temas de saúde reprodutiva nos programas de sensibilização das forças armadas.

O evento encerrou com uma mensagem de esperança e compromisso: transformar a consciência em acção e a prevenção em prioridade nacional — porque proteger a saúde das mulheres é, também, proteger a força e o futuro de Moçambique.

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