O Governo lançou esta segunda-feira, na cidade de Maputo, a Plataforma de Irrigação de Moçambique (PIM), uma iniciativa destinada a reforçar a coordenação entre os principais intervenientes do subsector e acelerar a adopção de soluções capazes de reduzir a dependência da agricultura em relação às chuvas.
Financiada pelo mecanismo STEM, do Governo da Bélgica, a plataforma pretende funcionar como um espaço permanente de diálogo e concertação, reunindo instituições públicas, produtores, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e parceiros de cooperação para promover uma agricultura mais resiliente, inclusiva e sustentável.
No lançamento da iniciativa, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, afirmou que a criação da plataforma responde à orientação do Presidente da República, Daniel Chapo, de fortalecer a capacidade do sector agrícola para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
O governante defendeu que Moçambique deve acelerar os investimentos em sistemas de irrigação, sublinhando que “a agricultura não se faz com chuva, faz-se com água”. Segundo explicou, a água é um recurso estratégico que deve ser gerido de forma eficiente para garantir maior produtividade, rentabilidade e sustentabilidade da actividade agrícola.
Roberto Mito Albino acrescentou que o país precisa de desenvolver modelos de irrigação adaptados às diferentes realidades dos produtores, reduzindo a vulnerabilidade do sector perante a irregularidade das chuvas e aumentando a produção de alimentos.
Na mesma cerimónia, a embaixadora do Reino da Bélgica em Moçambique, Delphine Perremans, considerou que a Plataforma de Irrigação de Moçambique constitui um passo importante para melhorar a coordenação institucional e aumentar a eficácia dos investimentos no subsector.
Segundo a diplomata, o desenvolvimento da irrigação exige uma visão comum, instituições fortes e uma actuação articulada entre todos os parceiros, condições indispensáveis para assegurar resultados duradouros e fortalecer a agricultura nacional.
Com a entrada em funcionamento da plataforma, o Governo espera criar um mecanismo permanente de coordenação capaz de apoiar a definição de políticas e estratégias de irrigação, promover o uso eficiente da água, aumentar a produção e a produtividade agrícola, reforçar a segurança alimentar e tornar o sector mais resistente aos efeitos das mudanças climáticas. Redacção

