O representante do Conselho Autárquico de Quelimane, Filipe Ribeiro, defendeu esta segunda-feira que o processo do Diálogo Nacional Inclusivo (DNI) deve abrir espaço para a participação efectiva de todos os moçambicanos, sem distinções políticas, sociais ou regionais.
A posição foi manifestada durante a cerimónia de lançamento das audições públicas do Diálogo Nacional Inclusivo, realizada na cidade de Quelimane, acto que marcou o arranque da segunda fase de um processo destinado a recolher contribuições dos cidadãos para o reforço da democracia, da governação e da reconciliação nacional.
Na sua intervenção, Ribeiro considerou simbólica a escolha de Quelimane para acolher o lançamento desta etapa, sublinhando que a cidade é amplamente reconhecida pela sua tradição democrática. Defendeu, por isso, que o diálogo deve chegar a todos os estratos da sociedade, envolvendo cidadãos, forças políticas e organizações sociais, para que os consensos alcançados reflictam verdadeiramente a vontade dos moçambicanos.
A cerimónia iniciou com um momento de oração e contou com intervenções de representantes do Conselho Autárquico de Quelimane, do Governo Provincial da Zambézia e da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional (COTE).
Na ocasião, o técnico da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional, Alberto Manguene, explicou que o processo está organizado em seis etapas. Segundo disse, a primeira consistiu em auscultações públicas realizadas nos distritos, localidades e capitais provinciais do país.
Com o lançamento das audições públicas em Quelimane, acrescentou Manguene, inicia-se oficialmente a segunda fase do processo, destinada a aprofundar a recolha de opiniões, preocupações e propostas da população. As sessões decorrerão em toda a província da Zambézia e deverão contribuir para a formulação de recomendações que reforcem a inclusão política, a estabilidade e a boa governação em Moçambique. Redacção

