Um grupo de jovens deputados da Assembleia da República manifestou interesse em aprender mandarim, numa iniciativa que visa facilitar a comunicação com parceiros e investidores chineses que operam no país.
A intenção foi discutida esta quarta-feira, em Maputo, durante um encontro entre o Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) e representantes do Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane, instituição dedicada à promoção da língua e cultura chinesas.
O encontro serviu para iniciar conversações sobre possíveis mecanismos de cooperação que permitam a formação dos jovens parlamentares na língua mandarim. Segundo o presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar, Inocêncio Fani, o domínio de línguas estrangeiras pode facilitar a existência de uma maior e melhor interacção com os deputados de outros quadrantes.
O responsável explicou que a reunião teve como principal objectivo apresentar formalmente o interesse dos jovens deputados em frequentar cursos de mandarim, proposta que, segundo disse, foi recebida de forma positiva pelo Instituto Confúcio.
Por sua vez, o director do Instituto Confúcio da parte chinesa, Jichao Liu, manifestou abertura da instituição para apoiar a iniciativa, sublinhando que o mandarim tem registado crescente expansão a nível internacional.
O responsável acrescentou que o domínio da língua poderá facilitar a comunicação entre moçambicanos e empresas chinesas, num contexto em que vários investimentos provenientes da China têm vindo a estabelecer-se no país.
Caso avance, a iniciativa poderá representar um novo passo na cooperação educacional e cultural entre Moçambique e a China, bem como contribuir para reforçar as competências linguísticas dos jovens parlamentares em matérias de diplomacia e cooperação internacional. Redacção

