Mais de mil estudantes já foram formados no curso de Licenciatura em Língua e Cultura Chinesa da Universidade Eduardo Mondlane, desde a sua criação em 2016, com níveis elevados de empregabilidade e inserção em sectores estratégicos. A informação vem divulgada no portal oficial da UEM, que destaca o impacto crescente do programa na qualificação de quadros no país.
Segundo a Vice-Reitora Académica da UEM, Amália Uamusse, os graduados têm sido rapidamente absorvidos pelo mercado de trabalho, sobretudo por empresas chinesas a operar em Moçambique, instituições ligadas à cooperação bilateral e projectos internacionais que exigem competências em mandarim e domínio intercultural.
Desde 2021, o curso tem formado, de forma contínua, especialistas em língua, literatura e cultura chinesa, respondendo à crescente procura por profissionais capazes de actuar como tradutores, mediadores culturais e gestores de projectos. O fenómeno acompanha a expansão da presença económica chinesa no país, que tem aumentado a necessidade de quadros com este perfil.
De acordo com o portal da UEM, o Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane tem desempenhado um papel central na consolidação desta formação, sendo considerado um dos principais pilares da cooperação educacional entre Moçambique e a República Popular da China.

O impacto na empregabilidade é reforçado por programas de bolsas financiados por empresas chinesas, como as iniciativas Victory (2018–2028) e Hengli (2023–2033), que visam atrair e reter talentos, melhorando as condições de formação e a competitividade dos estudantes.
Durante a abertura do ano académico do Instituto Confúcio, mais de 30 estudantes beneficiaram de bolsas e subsídios. Na ocasião, a representante da Fundação Victory, Esmeralda Sitoe, sublinhou que o apoio visa incentivar o desempenho académico e contribuir para a formação de profissionais capazes de impulsionar o desenvolvimento do país.
Por sua vez, a representante da Embaixada da China em Moçambique, Wujin Jia, defendeu o aprofundamento da cooperação bilateral, destacando a necessidade de alinhar estratégias de desenvolvimento entre os dois países para ampliar oportunidades em áreas estratégicas.
Em representação dos estudantes, Edson Gonçalves destacou que o curso tem criado oportunidades concretas de crescimento académico e profissional, além de facilitar a construção de redes de contacto relevantes para o futuro.
A UEM conclui que a formação em língua e cultura chinesa está a afirmar-se como uma aposta estratégica, numa altura em que as relações entre Maputo e Pequim se intensificam e exigem quadros qualificados para sustentar essa dinâmica. Redacção
