O secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), Faruck Sadique, anunciou hoje, a introdução de um sistema digital para o pagamento de quotas, recorrendo a plataformas de moeda electrónica, com o objectivo de facilitar a contribuição dos membros.
O anúncio foi feito durante o balanço das actividades alusivas ao 11 de Abril, Dia do Jornalista Moçambicano, cujas celebrações centrais decorreram na cidade de Nampula.
Segundo o dirigente, apesar do crescimento do número de membros, a regularização das quotas continua a ser um desafio. “Há um número significativo de membros inscritos que enfrentam dificuldades para efectuar o pagamento regular das quotas”, explicou.
Para ultrapassar esta limitação, o SNJ está a implementar mecanismos digitais que permitam maior comodidade e flexibilidade no processo de pagamento. De acordo com Faruck Sadique, o sistema já se encontra em fase avançada em algumas províncias, devendo ser introduzido em Nampula nos próximos dias.
A medida, acrescentou, visa não apenas facilitar a contribuição dos membros, mas também reforçar a capacidade operacional do sindicato. “Pretende-se garantir maior ligação entre os membros e a organização, bem como dotar os órgãos de base de recursos para dinamizar as suas actividades”, referiu.
Apesar de considerar o valor das quotas acessível, o responsável sublinhou que a sua regularização é essencial para o funcionamento sustentável da organização.
Durante o encontro, os profissionais do sector manifestaram preocupações relacionadas com a precariedade laboral e alegados casos de perseguição no exercício da actividade jornalística.
Em resposta, o secretário-geral indicou que o sindicato tem intensificado acções de sensibilização junto das entidades empregadoras, visando a melhoria das condições contratuais e laborais no sector da comunicação social.
Ainda assim, defendeu uma actuação mais firme das entidades de fiscalização. “A sensibilização deve ser acompanhada por mecanismos eficazes de controlo que assegurem o cumprimento da legislação laboral”, afirmou.
Faruck Sadique alertou igualmente para o uso crescente de mão-de-obra voluntária e estágios não remunerados, prática que considera prejudicial para a dignidade profissional dos jornalistas.
“Verifica-se um recurso excessivo a estagiários e voluntários que, em muitos casos, desempenham funções a tempo inteiro sem qualquer vínculo formal ou remuneração”, disse.
Para o dirigente sindical, a criação e funcionamento de órgãos de comunicação social devem obedecer às normas legais, garantindo condições de trabalho dignas e respeito pelos direitos dos profissionais.
Agostinho Miguel

