O Governo divulgou as rotas do novo serviço de transporte escolar destinado a estudantes com idades compreendidas entre os 12 e os 25 anos, iniciativa que prevê uma tarifa fixa de 12 meticais por viagem.
O projecto, apresentado como uma medida para reduzir os custos de deslocação dos estudantes e aliviar a pressão sobre o transporte público convencional, gerou amplo debate nos últimos dias, sobretudo em torno do limite etário definido para os beneficiários.
De acordo com as autoridades, o serviço será assegurado através de dez rotas, distribuídas entre Maputo, Matola, Marracuene e Boane, com um total de dezenas de autocarros destacados para o transporte de estudantes.
As rotas anunciadas são as seguintes:
- R-01 — Marracuene – Baixa: 5 autocarros
- R-02 — Marracuene – Baixa (via N1): 4 autocarros
- R-03 — Tchumene – Praça dos Destacados: 6 autocarros
- R-04 — Tchumene – Baixa: 4 autocarros
- R-05 — Matola Gare – Baixa: 5 autocarros
- R-06 — Casa Branca – Universidade Eduardo Mondlane (UEM): 4 autocarros
- R-07 — Matola Rio/Malhampsene Roque – Museu: 4 autocarros
- R-08 — Albasine – Baixa: 5 autocarros
- R-09 — Mozal – Boane: 4 autocarros
- R-10 — Boane – Baixa: 4 autocarros
Segundo o Executivo, a medida visa facilitar o acesso dos estudantes às instituições de ensino, num contexto marcado pelo aumento do custo de vida e das despesas com transporte.
Apesar do entusiasmo inicial, a iniciativa tem sido alvo de críticas, sobretudo devido ao limite máximo de idade estabelecido em 25 anos.
Diversos estudantes universitários defendem que a medida exclui milhares de jovens que ingressam tardiamente no ensino superior devido a dificuldades económicas, interrupções escolares ou situações de desemprego.
“Há muitos estudantes acima dos 25 anos que continuam dependentes do transporte público e enfrentam as mesmas dificuldades financeiras”, comentou um estudante universitário ouvido nas redes sociais.
Ainda assim, parte significativa dos estudantes considera que a iniciativa representa um alívio importante para as famílias, sobretudo num período em que os custos de transporte têm pesado no orçamento doméstico.
O Governo ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de rever os critérios de idade ou expandir o projecto para outras rotas e grupos de beneficiários. Redacção

