Um total de 13 profissionais de saúde do Hospital Central de Maputo (HCM) testou positivo para as hepatites B e C durante uma campanha de rastreio realizada a 23 de Julho, que abrangeu 362 colaboradores da maior unidade hospitalar do país.
A iniciativa, promovida pelo Serviço de Gastroenterologia do HCM, enquadra-se nas actividades do “Julho Amarelo”, campanha internacional de sensibilização para a prevenção, diagnóstico precoce e combate às hepatites virais, com especial enfoque nos profissionais de saúde, considerados um grupo de maior risco devido ao contacto frequente com pacientes e materiais perfurocortantes.
Segundo a directora do Serviço de Gastroenterologia, Liana Mondlane, os profissionais que testaram positivo foram imediatamente encaminhados para avaliação clínica e início dos procedimentos necessários para o tratamento e acompanhamento médico.
A especialista explicou que as hepatites virais podem ser transmitidas de mãe para filho durante o parto, por relações sexuais desprotegidas, partilha de objectos perfurocortantes contaminados, bem como pelo consumo de água e alimentos contaminados, dependendo do tipo de vírus.
Liana Mondlane sublinhou que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as probabilidades de tratamento e de cura. Acrescentou que as hepatites A e E são geralmente agudas e de resolução mais rápida, enquanto as hepatites B e C podem evoluir para formas crónicas, provocando danos progressivos no fígado. Segundo a especialista, a hepatite B continua a ser a variante mais prevalente em Moçambique.
As hepatites virais são infecções que afectam o fígado e agrupam-se em cinco tipos — A, B, C, D e E. No Hospital Central de Maputo, as hepatites B e C figuram entre as principais causas de internamento no Serviço de Gastroenterologia, reforçando a importância da prevenção, da vacinação e do rastreio regular entre os grupos de maior risco. Redacção

