Os dirigentes da província de Nampula destacaram, esta terça-feira (25), a importância da unidade e coragem do povo moçambicano como pilares fundamentais para a conquista da independência nacional, assinalada em 1975. O secretário de Estado, Plácido Nerino Pereira, e o governador da província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula, falaram durante as celebrações do 25 de Junho, Dia da Independência Nacional.
Para ambos, a independência foi o resultado do sacrifício de muitos patriotas que, movidos pelo ideal de liberdade, enfrentaram o regime colonial português, muitas vezes à custa da própria vida.
“Queremos aproveitar esta oportunidade para saudar efusiva e calorosamente, aos jovens do 25 de Setembro, que imbuídos do espírito de patriotismo e do sentido de missão, entregaram-se ao sacrifício, pondo em risco ou dando sua vida, expondo-se à perseguição das autoridades fascistas coloniais, para contribuir na edificação do país, como um Estado Independente e soberano, guiados pelos princípios do Estado de Direito Democrático e de igualdade, justiça e liberdade”, disse Plácido Nerino.
O dirigente sublinhou que a independência trouxe consigo uma transformação profunda na identidade do povo moçambicano, que passou a ser dono do seu destino.
“Naquela madrugada histórica, ganhamos a nossa soberania, entoamos o nosso próprio hino, hasteamos a nossa bandeira e passamos a ser nós mesmos, os donos do nosso destino e deixamos para trás o título de indígenas ou de assimilados e muito menos de sermos escravos e cidadãos de uma província ultramarina de um país que não era nosso”, frisou.
Plácido Nerino recordou ainda, que após a independência, o país viveu momentos de conflitos que durou 16 anos, opondo o governo da Frelimo e a Resistência Nacional Moçambicana, actual Renamo, culminando com a assinatura dos acordos gerais de paz em 1992 em Roma, na Itália.
“Os Primeiros anos pós-independência, foram marcados por um conflito que dizimou a vida de milhares de moçambicanos, destruiu inúmeras infra-estruturas sócio-económicas, mutilou a economia, exacerbando os problemas sociais, adiando assim, o sonho conjunto de construir uma sociedade próspera para todos os moçambicanos”, sublinhou.
O dirigente exorta a população de Nampula, a cultivar o espírito de diálogo, paz e reconciliação de modo a ultrapassar quaisquer diferendos.
“Ficou patente que dialogar é melhor que guerrear, que a estabilidade é melhor que a instabilidade e que a unidade nacional, permite que juntos, apesar das diferenças, sejamos mais fortes e capazes de realizar o sonho colectivo de uma nação próspera”, disse.
Enquanto isso, o governador de Nampula, Eduardo Mariano Abdula, disse que ao celebrar o dia da independência simboliza um momento de reflexão sobre o desenvolvimento e constrangimentos que foram enfrentados ao longo destes anos.
“Desde a independência, fizemos progressos significativos em áreas como a educação, saúde e infraestrutura, ou seja, construímos escolas, hospitais, estradas que melhoraram a vida dos nossos cidadãos. No entanto, também enfrentamos desafios que limitaram o nosso desenvolvimento, como a pobreza, a desigualdade e a falta de oportunidades”, citou.
Além disso, Eduardo Abdula, disse que o governo de Nampula reafirma o seu compromisso de melhorar a vida da população desta região, através da criação de políticas públicas para responder às necessidades actuais.
“Vamos continuar a investir em áreas como agricultura, indústria e o turismo para criar oportunidades de emprego e renda para os nossos cidadãos, em especial os nossos jovens e as nossas mulheres. Vamos trabalhar para melhorar as nossas infraestruturas. Todos aqui sabemos que as nossas estradas estão uma lástima”, reconheceu o governante.
Por Agostinho Miguel

