O Governo reagiu às denúncias feitas pela Associação dos Profissionais de Saúde sobre a alegada existência e administração de medicamentos fora do prazo de validade ou em condições impróprias nas unidades sanitárias do país, exigindo a apresentação de provas concretas e criticando o que considera ser uma tentativa de alarmar a opinião pública sem fundamentos comprovados.
O posicionamento foi tornado público pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que defendeu que acusações desta natureza devem ser acompanhadas de evidências capazes de sustentar investigações e eventuais responsabilizações.
“Se há medicamentos podres nos hospitais, que apresentem provas e parem de criar agitação”, declarou o governante, numa reacção às denúncias que têm circulado nos últimos dias sobre alegadas irregularidades na gestão de medicamentos no Sistema Nacional de Saúde.
Impissa afirmou que o país necessita de soluções concretas para os desafios que enfrenta e não de discursos que, segundo entende, possam contribuir para aumentar a tensão social.
“O País não precisa de pessoas que só querem incendiar o ambiente, em vez de ajudar a encontrar soluções”, acrescentou.
Apesar de contestar a forma como as denúncias têm sido apresentadas, o Executivo reconheceu a gravidade das acusações. O porta-voz admitiu que, caso se confirme a utilização de medicamentos impróprios para consumo humano, tratar-se-á de uma situação extremamente preocupante.
“Porque se um enfermeiro ministrou isso, então não está bem”, afirmou.
As declarações surgem num contexto de crescente debate sobre o estado do sector da saúde em Moçambique, marcado por denúncias recorrentes relacionadas com a falta de medicamentos, insuficiência de recursos humanos, degradação de infra-estruturas hospitalares e dificuldades logísticas enfrentadas por várias unidades sanitárias.
Até ao momento, a Associação dos Profissionais de Saúde mantém as suas denúncias, enquanto o Governo insiste na necessidade de apresentação de elementos concretos que permitam confirmar a veracidade das acusações e identificar eventuais responsáveis. Redacção

