Eusébio Sanjane reabre silêncios da guerra em novo romance

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O escritor moçambicano Eusébio Sanjane estreia-se na narrativa longa com o romance Arquivo Morto: cartas de uma guerra que não acabou, cujo lançamento oficial em Maputo ocorrerá no dia 27 de julho, às 18 horas, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane. O evento contará com apresentação do professor Aurélio Ginja, comentários do jornalista Reinaldo Luís e leituras da actriz Lucrécia Paco.

Já lançado em Portugal e Brasil, o livro mergulha nas camadas da memória colectiva da guerra civil em Moçambique (1977–1992), explorando o trauma, o silêncio e a herança invisível dos conflitos. Sanjane, nascido em 1988 e parte de uma geração que não viveu a guerra directamente, traça o percurso de Alberto Mucondo, que regressa à aldeia em Manica e descobre cicatrizes persistentes em cartas, diários e segredos familiares.

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“Nem todas as guerras são vencidas no campo de batalha. Algumas morrem no silêncio de uma carta nunca enviada”, escreve Sanjane, sintetizando a premissa central da obra: a guerra interior permanece mesmo após o fim oficial dos combates. O título funciona como metáfora para arquivos esquecidos, oficiais e íntimos, que moldam a história e as relações entre gerações.

O autor é já uma voz consolidada da literatura moçambicana contemporânea, com obras de poesia como Rosas e Lágrimas (2006), Frenesim (2017) e Anatomia do Vazio (2025). Formado em Ciências Políticas e mestre em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, Sanjane combina escrita, curadoria de arte e intervenção social, representando Moçambique em antologias e revistas internacionais.

Arquivo Morto propõe uma leitura necessária da memória nacional: ouvir os silêncios do passado é também compreender o país que emerge deles.

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