As autoridades de Portugal anunciaram que uma equipa da Polícia Judiciária (PJ) e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses vai deslocar-se a Maputo para acompanhar as investigações à morte de Pedro Ferraz Reis, administrador financeiro do Banco Comercial e de Investimento (BCI).
Segundo um comunicado conjunto dos ministérios portugueses dos Negócios Estrangeiros e da Justiça, a deslocação acontece no âmbito da cooperação entre Portugal e Moçambique, e a equipa irá trabalhar em conjunto com as autoridades moçambicanas.
Entretanto, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) reafirmou que, após as investigações realizadas, não existem dúvidas de que a morte foi resultado de suicídio. Em conferência de imprensa, o porta-voz da instituição, Hilário Lole, explicou que a vítima terá usado uma faca e veneno para ratos, conhecido como Ratex.
De acordo com o SERNIC, Pedro Ferraz Reis, de 52 anos, terá comprado os objectos usados ao longo do dia e, mais tarde, fechado-se numa casa-de-banho do Hotel Polana, onde foi encontrado sem vida na noite de segunda-feira.
As autoridades moçambicanas dizem que as conclusões resultam da análise de imagens de vigilância, perícias técnicas e do trabalho conjunto com a medicina legal e o Ministério Público. O hotel confirmou o ocorrido, explicando que as casas-de-banho não dispõem de câmaras por razões de privacidade.
A presença da polícia portuguesa em Maputo surge para acompanhar o processo e reforçar a cooperação entre os dois países, num caso que tem gerado grande atenção pública.

