Acordo sem Garantias: Funcionários municipais de Angoche suspendem greve, mas temem novo rompimento

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A decisão de suspender a greve não trouxe tranquilidade aos funcionários do Conselho Municipal da Cidade. Apesar do acordo alcançado com as autoridades, reina entre os trabalhadores um sentimento de desconfiança quanto ao cumprimento do compromisso assumido.

A paralisação foi interrompida após os funcionários aceitarem a proposta de pagamento de dois meses de salários em atraso, no âmbito de um processo negocial que decorreu sob forte pressão social e institucional. No entanto, até ao momento, não existem garantias claras sobre a data efectiva do pagamento.

Segundo relatos recolhidos pelo NGANI em Angoche, alguns trabalhadores acreditam que o acordo pode não ser cumprido dentro do prazo esperado, sobretudo no que diz respeito à entrada dos valores ainda durante a presente semana. Estas incertezas colocam em causa a sustentabilidade da decisão tomada.

A greve tinha sido desencadeada pelo incumprimento de seis meses de vencimentos, incluindo salários retroactivos e o 13.º vencimento referentes aos anos de 2024 e 2025, situação que afectou seriamente o funcionamento de vários serviços municipais e penalizou directamente os munícipes.

Funcionários ouvidos sob condição de anonimato afirmam que, face ao actual cenário, teria sido mais prudente aceitar a proposta apresentada anteriormente pelo Governador da província de Nampula, considerada por alguns como mais consistente e com garantias reais para a regularização dos salários em atraso.

Ainda assim, os trabalhadores optaram por dar um voto de confiança ao processo em curso, advertindo, contudo, que o incumprimento do acordo poderá reabrir o conflito laboral, com impacto directo na vida da cidade e no funcionamento do Conselho Municipal. Redacção

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