A fotografia mostra Abraham Lincoln ao lado do seu filho mais novo, Thomas “Tad” Lincoln, num registo feito em 1860. A imagem revela um lado menos conhecido de uma das figuras mais marcantes da história dos Estados Unidos.
Quase todos conhecem Abraham Lincoln como o 16.º Presidente dos Estados Unidos, o líder que conduziu o país durante a Guerra Civil e teve um papel decisivo no fim da escravatura. Poucos, porém, conhecem a história do menino inquieto e afectuoso que nunca se afastava do pai.
Thomas Lincoln nasceu a 4 de Abril de 1853 e recebeu o nome do avô paterno. O nome, no entanto, durou pouco. Ao ver o bebé pela primeira vez, Lincoln comentou em tom de brincadeira que o filho parecia um girino. A partir daí, passou a chamá-lo “Tad”, apelido que o acompanhou por toda a vida.
Tad cresceu como uma criança enérgica, carinhosa e imprevisível. Tinha dificuldades na fala, que alguns historiadores associam a um possível lábio leporino. Pessoas próximas da família relatam que falava de forma peculiar e criava nomes próprios para pessoas e objectos, o que o tornava ainda mais singular.
Quando Lincoln assumiu a presidência, em 1861, Tad tornou-se presença constante na Casa Branca. Funcionários relatam que o menino interrompia reuniões importantes para correr e abraçar o pai, gestos que Lincoln aceitava sempre com paciência e ternura.
Após o assassinato do Presidente, em Abril de 1865, Tad tornou-se um dos principais apoios emocionais da mãe, Mary Todd Lincoln, profundamente abalada pela tragédia.
A família, porém, voltaria a ser atingida pela dor. Em Julho de 1871, com apenas 18 anos, Tad Lincoln morreu vítima de uma doença, provavelmente tuberculose ou pneumonia. A sua morte foi devastadora para Mary, que já havia perdido o marido e outros dois filhos.
A vida de Tad Lincoln foi curta, mas deixou uma marca profunda. A sua história recorda que, mesmo em tempos sombrios da história americana, Abraham Lincoln não era apenas um líder de uma nação, mas sobretudo um pai que amava intensamente o seu filho. Redacção

