Futebol entra em campo para travar drogas em Murrupula

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O torneio “Chapo Chapo” está a mobilizar centenas de jovens no distrito de Murrupula, província de Nampula, numa iniciativa que pretende usar o desporto como ferramenta de combate ao consumo de drogas, fenómeno que preocupa cada vez mais as autoridades e comunidades locais.

Promovido no âmbito da iniciativa presidencial “Chapo Chapo”, o torneio visa massificar a prática desportiva entre os jovens e incentivar valores sociais positivos, numa altura em que o consumo de substâncias ilícitas, sobretudo entre adolescentes e jovens, tende a ganhar contornos alarmantes em vários pontos da província de Nampula.

O arranque da competição em Murrupula foi marcado por um jogo entre a Associação Desportiva de Murrupula e a Juventus local, partida que terminou empatada a uma bola. Com o resultado, ambas as equipas receberam um prémio monetário de 50 mil meticais, num esforço que pretende também estimular a participação juvenil em actividades recreativas e saudáveis.

No final da partida, o coordenador provincial do recreativo de futebol Chapo Chapo, Juvenias Malembane, explicou que o projecto surge como resposta ao aumento do consumo de drogas entre jovens.

“Este projecto visa retirar a juventude dos caminhos desviantes, sobretudo do consumo de drogas, e promover o desporto como alternativa saudável”, afirmou.

Segundo o responsável, o torneio está a ser implementado em todo o país e deverá abranger os 154 distritos de Moçambique, envolvendo cerca de 40 mil jovens, mais de 1.900 treinadores e aproximadamente 2.000 árbitros.

Para além da vertente desportiva, Malembane destacou que o projecto integra actividades culturais e cria oportunidades económicas para vendedores informais e pequenos comerciantes que participam nos eventos.

A competição decorre em três fases — distrital, provincial e nacional — estando a final prevista para Dezembro. O projecto deverá prolongar-se até 2029.

Os jovens participantes elogiaram a iniciativa, considerando que o torneio surge numa altura em que muitos adolescentes acabam atraídos pelo consumo de drogas por falta de ocupação e oportunidades.

“É uma iniciativa bem-vinda. Ajuda a ocupar os jovens com actividades saudáveis e afasta-os das drogas”, afirmou Nilva Ali Muquissirima.

Já Mateus Fernando entende que o projecto pode ajudar a descobrir talentos e abrir novas perspectivas para a juventude local.

“Muitos jovens gostam de futebol e agora têm oportunidade de mostrar o que sabem fazer”, disse, apelando ainda aos seus colegas para abandonarem o consumo de drogas e apostarem no desporto e na educação como caminhos para um futuro melhor. Redacção

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