NGANI, 12 de Setembro de 2025 – A Vodafone M-Pesa Moçambique realizou hoje, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, a 3ª edição da Conferência M-Pesa Fintalks, subordinada ao lema “Inclusão Financeira como Pilar para a Transição Geracional e o Auto-emprego Sustentável”. O encontro juntou representantes do Governo, Banco de Moçambique, Associação Moçambicana de Bancos, instituições financeiras, ONGs, académicos e líderes do sector privado.
Organizada em parceria com o Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç), a Associação Moçambicana das Fintechs (FinTech.MZ), a GSMA, a M-Pesa Africa, a GIZ, a Fundação Vodacom e a New Faces, New Voices (NFNV), a conferência destacou a inclusão financeira digital como ferramenta de combate ao desemprego juvenil e de promoção de negócios sustentáveis.
O Presidente do Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa, Salimo Abdula, afirmou que os desafios actuais – altos índices de desemprego, falta de oportunidades e vulnerabilidade económica – tornam a inclusão financeira digital um catalisador da transformação social. “É através da literacia financeira, do acesso a soluções digitais e de produtos financeiros adaptados que jovens e mulheres podem conquistar autonomia e criar negócios sustentáveis”, frisou.
Na mesma linha, o Director-Geral da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes, sublinhou a importância de capacitar a juventude para assumir papel activo no crescimento económico do país: “A inclusão financeira pode abrir caminhos para inovação e auto-emprego sustentável, transformando vidas e comunidades.”
Já a Directora Executiva do FSD Moç, Esselina Macome, defendeu que a inclusão financeira deve ser entendida como um direito humano, por devolver dignidade a milhões de moçambicanos sem acesso a serviços financeiros formais.
Soluções digitais em destaque
O evento apresentou histórias de impacto e novas soluções digitais. A GIZ-VAMOZ Competir, através de Gabriela Rosales, mostrou experiências práticas de inclusão financeira no empreendedorismo. Já o M-Pesa lançou o serviço “Txova”, um microcrédito automático que responde à falta de pequenos valores para transacções essenciais.
Painéis de debate
O primeiro painel, moderado por Vânia Nhaúle, discutiu como a inclusão financeira pode remodelar o mercado de trabalho. O académico e activista Dário Camal destacou a necessidade de literacia tecnológica desde a escola, enquanto Carlos Mondle, da FintechMZ, apontou barreiras no licenciamento e incubação de fintechs. O representante da UNIDO, Jaime Comisse, partilhou experiências de simplificação administrativa através do Balcão de Atendimento Único.
O segundo painel, moderado pelo economista Egas Daniel, abordou o papel das comunidades, bancos, reguladores e governo na criação de um ecossistema integrado. Elda Monteiro, do Banco de Moçambique, Casimiro Chicuava, da Associação de Bancos, e Felix Kamenga, da M-Pesa África, defenderam a necessidade de políticas robustas e maior confiança entre os actores.
Jovens apresentam inovação
Num momento marcante do encontro, foram revisitadas as quatro soluções vencedoras do M-Pesa FINCKATHON 2025:
• M-Guia (ISUTC) – acessibilidade via línguas locais e voz;
• Procura Já (UEM) – localização de agentes com saldo disponível;
• M-Loda (Uni Zambeze) – cooperação entre agentes para evitar falta de liquidez;
• M-Djo (ISCTEM) – transacções por voz para pessoas não alfabetizadas.
As propostas estão em fase de incubação para futura integração no M-Pesa, reforçando o compromisso da plataforma em promover inclusão financeira e digital.
No fecho, os organizadores sublinharam que o futuro da inclusão financeira em Moçambique depende não apenas da tecnologia, mas da capacidade de colaboração entre sectores para garantir que o acesso a serviços financeiros se traduza em uso consciente, inovação e transformação social.

