A economia azul foi apontada como um dos principais motores do desenvolvimento económico de Moçambique durante a Reunião Intermédia da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP), que decorre sob o lema “Os Portos, Força Motriz da Economia Azul”.
Na abertura do encontro, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, defendeu que o fortalecimento do sector portuário é estratégico não apenas para o crescimento económico, mas também para a criação de emprego e inclusão social.
“O desenvolvimento do sector portuário traduz-se em oportunidades concretas para os cidadãos, desde emprego até melhores perspectivas de vida”, afirmou.
Segundo o governante, a modernização dos portos e o reforço das cadeias logísticas têm impacto directo na vida das populações, sobretudo ao abrir novas oportunidades para os jovens e dinamizar a economia nacional.
Moçambique, com uma extensa linha costeira e vastos recursos marinhos, vê na economia azul uma aposta estratégica para o crescimento sustentável. De acordo com Matlombe, o sector tem vindo a ganhar peso no Produto Interno Bruto (PIB) e integra a estratégia do Governo para diversificar a economia.

A aposta inclui áreas como logística portuária, pescas, aquacultura, turismo costeiro e energias renováveis marinhas. No entanto, o ministro alertou que o desenvolvimento do sector deve respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, inclusão social e viabilidade económica a longo prazo.
O Governo reiterou ainda o compromisso de continuar a modernizar os portos através da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com foco na eficiência, segurança e inovação, num contexto de crescente competitividade global.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa Júnior, considerou que a realização do encontro no país representa uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os países de língua portuguesa e promover a troca de experiências no domínio da gestão portuária.
Já o presidente da APLOP, Manuel Nazaré Neto, explicou que a conferência pretende promover um debate estratégico sobre o papel dos portos na consolidação da economia azul, além de preparar o 17.º Congresso da organização, marcado para novembro, no Brasil.
Entre os principais objectivos do encontro estão a análise das tendências globais, como a digitalização e a descarbonização do sector, a identificação de oportunidades de cooperação entre os países lusófonos e a partilha de boas práticas na gestão portuária.
O evento junta especialistas e gestores portuários de vários países, num momento em que Moçambique procura posicionar-se como um actor relevante na economia marítima regional. Redacção
