Internacional
Bloco de observadores da SADC rejeita a farsa eleitoral da Tanzânia
A posse da Presidente Samia Suluhu Hassan na Tanzânia ocorreu nesta segunda-feira, apesar de denúncias de fraude eleitoral, violência e repressão. Apenas dois dos 16 Estados da SADC marcaram presença na cerimônia — o equivalente a 12,5%, e nenhuma das principais potências económicas regionais, como África do Sul, Angola ou RDC, compareceu.
A missão de observação eleitoral da SADC, composta por 80 observadores de 10 países, classificou provisoriamente as eleições de 2025 como não democráticas, afirmando que a vontade popular não foi respeitada e que princípios básicos de transparência foram violados.
O relatório cita prisões e desqualificação de candidatos da oposição, intimidação de eleitores, censura à mídia e cortes de internet que dificultaram o acompanhamento da votação. Em algumas assembleias de voto, os observadores notaram boletins empilhados, reforçando a suspeita de fraude.
“Na maioria das áreas, os eleitores não puderam expressar a sua vontade democrática”, concluiu a missão da SADC. Entre as irregularidades legais apontadas, estão artigos da Constituição que impedem tribunais de contestar os resultados presidenciais, criando um ambiente político desigual.
A cerimónia de posse foi limitada a convidados, uma mudança em relação à posse anterior, realizada em estádio aberto ao público. A situação coloca a SADC diante do desafio de decidir quais medidas tomar diante das graves violações eleitorais na Tanzânia.