UN-Habitat e Município da Beira avançam com plano urbano para transformar Chipangara

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O município da Beira e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) iniciaram o alinhamento técnico do plano urbanístico do bairro de Chipangara, uma das zonas consideradas prioritárias para intervenções de ordenamento territorial e redução de riscos climáticos na cidade.

O encontro técnico decorreu esta terça-feira, 11 de Março, e reuniu especialistas do projecto PRO-RESILIENCE e representantes da autarquia da Beira, com o objectivo de avaliar os avanços e definir os próximos passos da elaboração do chamado plano pormenor para o bairro.

Durante a reunião, os técnicos analisaram a proposta de reorganização territorial da zona, incluindo a identificação de áreas de risco, a introdução de infra-estruturas verdes e soluções naturais de drenagem e saneamento, bem como melhorias na mobilidade e acessibilidade dentro do bairro.

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O plano prevê igualmente intervenções ligadas à regularização fundiária, um dos desafios estruturais em vários bairros urbanos da Beira.

Segundo os técnicos envolvidos no processo, o objectivo é criar um instrumento de gestão territorial capaz de orientar o crescimento urbano de forma organizada e segura, reduzindo a vulnerabilidade das comunidades a fenómenos climáticos extremos.

A cidade da Beira é considerada uma das mais expostas a cheias e ciclones em Moçambique, realidade que tem motivado diversos programas de planeamento urbano e adaptação climática.

Outro ponto discutido no encontro foi a participação comunitária no processo de planeamento. As equipas técnicas defendem que o desenho final do plano deve incorporar o conhecimento e as necessidades dos moradores de Chipangara, de forma a garantir maior aceitação e eficácia das medidas propostas.

A elaboração do plano pormenor do bairro insere-se numa estratégia mais ampla de reforço da resiliência urbana da Beira, desenvolvida através do projecto PRO-RESILIENCE em parceria com o Conselho Municipal.

A iniciativa procura estabelecer modelos de planeamento urbano capazes de ser replicados noutros bairros vulneráveis da cidade e em outras zonas costeiras do país, combinando ordenamento territorial com estratégias de redução de riscos de desastre. Redacção

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