ANAMOLA denuncia infiltrados e nega divisão em Nacala-Porto

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O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), na cidade de Nacala-Porto, rejeita categoricamente as informações que apontam para uma alegada divisão interna motivada por disputas de poder, assegurando que a formação política se mantém coesa, em crescimento e cada vez mais próxima das bases.

Em entrevista exclusiva ao jornal NGANI, o mobilizador digital provincial do partido, Ali Rodrigues Pulupo, conhecido por Haya Vano, afirmou que, ao contrário do que tem sido divulgado, o ANAMOLA atravessa uma fase de fortalecimento político e organizacional, impulsionada por um intenso trabalho de mobilização comunitária.

“Reunimos com chefes de bairros, com a comissão executiva do distrito e fomos buscar todos aqueles que estavam fora do partido. Convencemos, mobilizamos e eles voltaram. Neste momento o partido está muito forte, muito forte mesmo”, declarou.

Segundo Pulupo, o processo de reorganização interna tem produzido resultados visíveis, com o regresso de antigos membros e a adesão de novos simpatizantes à formação política.

“Estamos a mobilizar mais pessoas para regressarem e elas estão a voltar, graças a Deus. O partido está a crescer e a ganhar força nas bases. É por isso que o nosso torneio de futebol está a ser um sucesso”, afirmou.

O dirigente reconheceu, no entanto, que divergências internas são uma realidade comum em qualquer organização política, sobretudo em períodos de disputas eleitorais internas.

“Em todos os partidos existe esse tipo de problema. Quando há eleições internas, três concorrem, um ganha e os outros dois ficam descontentes porque perderam. Isso acontece em todo lado. Mas isso não significa divisão”, esclareceu.

Apesar disso, Haya Vano foi categórico ao afirmar que o ANAMOLA não enfrenta qualquer crise interna em Nacala-Porto, admitindo apenas a existência de casos isolados que estão a ser acompanhados pela direcção local do partido.

“Neste momento podemos afirmar que o ANAMOLA aqui em Nacala-Porto não está dividido. Há uma ou duas pessoas com posições diferentes, mas estamos a trabalhar para trazer todos de volta ao partido”, disse, recusando-se, contudo, a revelar nomes.

Na mesma entrevista, Ali Rodrigues Pulupo acusou a Frelimo de alegadas tentativas de desestabilização do partido, através da criação de movimentos paralelos e infiltração de membros.

“O regime da Frelimo está a tentar de tudo para derrubar o ANAMOLA. Está a criar partidos, a financiar grupos, como é o caso do VAMOS, e a infiltrar pessoas para criar confusão. Mas não vai conseguir. O partido está preparado e é do povo”, afirmou.

O dirigente apelou ainda à união das forças da oposição, defendendo que apenas uma frente comum poderá produzir mudanças políticas no país.

“Se queremos tirar o regime do poder, temos de nos unir. Não é tempo de criticar outros partidos da oposição, é tempo de estarmos juntos. Quem tem o povo tem força, e neste momento o povo está connosco”, declarou.

Sobre o surgimento de novos movimentos políticos, Pulupo minimizou o impacto dessas iniciativas, considerando que não representam ameaça ao crescimento do ANAMOLA.

“Podem surgir mais vinte movimentos, mas não vão conseguir parar o partido. O ANAMOLA tem pessoas preparadas, que conhecem política e que estão focadas em levar o partido ao poder”, afirmou.

Ao abordar a situação política, social e económica do país, o mobilizador mostrou-se preocupado com o agravamento do custo de vida, criticando a subida dos preços dos combustíveis e o aumento do desemprego.

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“Hoje não há combustível, mas o preço continua a subir. Isso não faz sentido. É uma forma de prejudicar o povo que já sofre muito”, disse.

Pulupo criticou igualmente algumas medidas governamentais de incentivo à produção doméstica, considerando que muitas delas estão desligadas da realidade social da maioria dos cidadãos.

“Há pessoas que vivem em espaços pequenos, em casas de 10 por 10 metros. Como é que vão produzir comida suficiente? Isso não resolve o problema do povo”, questionou.

O dirigente revelou ainda enfrentar dificuldades económicas como funcionário público, afirmando estar há três meses sem salário.

“Estou há três meses sem salário. Como é que vou sustentar a minha família e garantir o futuro dos meus filhos? Essa é a realidade de muitos moçambicanos”, lamentou.

Pulupo alertou para o risco de agravamento da criminalidade caso não sejam criadas oportunidades económicas para a juventude.

“Se não financiam projectos para os jovens, milhares ficam sem renda. O que vão fazer? Alguns podem acabar no crime. É preciso pensar nisso”, advertiu.

O mobilizador comentou igualmente o aumento do consumo de drogas, sobretudo da metanfetamina, conhecida por “makha”, acusando o partido no poder de permitir a proliferação do fenómeno.

“Sem medo, digo que é o regime que está a trazer essa situação da droga. Estão a enfraquecer os jovens para não terem capacidade de escolha. Um jovem que consome droga fica baralhado, não consegue pensar nem decidir o futuro. Isso está a destruir a nossa juventude”, afirmou.

Pulupo deixou ainda críticas à actuação das autoridades no combate ao narcotráfico, defendendo medidas mais firmes e eficazes.

“Não é possível anunciar prazos e a droga continuar a circular. Ou se combate de verdade ou o problema vai crescer ainda mais”, declarou.

Apesar das dificuldades e do clima político que considera hostil, o dirigente garantiu que o ANAMOLA continuará firme e determinado.

“Não vão conseguir calar o povo. Podem prender um, mas vão surgir cem membros. O ANAMOLA está firme, sem medo e determinado a chegar ao poder”, concluiu. Agostinho Miguel

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