O Hospital Central de Nampula (HCN) atendeu 1.257 pacientes nos seus serviços de urgência durante o último fim-de-semana, tendo registado um aumento de casos de malária em crianças, além de acidentes de viação e situações de violência sexual, informou a unidade sanitária.
O balanço foi apresentado pelo porta-voz do HCN, António Carlos, médico-cirurgião geral, durante o habitual briefing à imprensa sobre o funcionamento dos serviços de urgência da maior unidade hospitalar de referência da região Norte do país.
Segundo os dados divulgados, o Banco de Socorros de Adultos observou 289 pacientes, entre os quais 17 vítimas de acidentes de viação e nove pessoas agredidas fisicamente, casos que continuam entre as principais causas de entrada nos serviços de urgência.
Na Maternidade, foram assistidas 177 utentes, tendo sido realizados 88 partos normais e 58 cesarianas, enquanto os restantes casos corresponderam a outros atendimentos obstétricos.
A maior procura voltou a registar-se nos serviços de Pediatria, que atenderam 791 crianças e procederam ao internamento de 83 pacientes. Destas, 51 foram diagnosticadas com malária, um cenário que preocupa a direcção clínica da unidade sanitária, sobretudo numa altura em que a doença continua a representar uma das principais causas de internamento infantil.
Perante o aumento dos casos, o Hospital Central de Nampula apelou às famílias para reforçarem as medidas de prevenção, nomeadamente a utilização correcta de redes mosquiteiras impregnadas com insecticida, a eliminação de locais propícios à reprodução do mosquito transmissor da doença e a procura imediata de assistência médica perante os primeiros sintomas.
Outro dado que marcou o balanço do fim-de-semana foi o atendimento, pelos serviços de Medicina Legal, de sete menores, com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos, vítimas de violência sexual.
Face à gravidade destes casos, o porta-voz do HCN apelou à denúncia imediata deste tipo de crimes junto das autoridades competentes, lembrando que a violência sexual é um crime público e que uma intervenção rápida é essencial para garantir às vítimas assistência médica, apoio psicológico e o devido acompanhamento legal.
O Hospital Central de Nampula reiterou que a prevenção da malária, a redução da sinistralidade rodoviária e o combate à violência baseada no género continuam entre os principais desafios de saúde pública enfrentados pela unidade sanitária. Redacção

