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Sociedade

Jovem de 22 anos sobrevive por milagre ao roubo de 1,3 milhão de meticais

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A tranquilidade habitual da unidade comunal de Namiteca foi quebrada na noite de sexta-feira finda por um ataque armado que deixou a comunidade em choque trazendo de volta o fantasma da criminalidade na cidade de Nampula. No centro do episódio está um jovem operador de carteiras móveis, de 22 anos, que sobreviveu a uma emboscada cuidadosamente planeada e que resultou no roubo de 1,3 milhão de meticais.

De acordo com o relato da vítima, Rogério Sataca, tudo aconteceu a poucos metros de sua casa, quando regressava do trabalho acompanhado de um sobrinho. Sem qualquer aviso, duas motorizadas passaram a segui-lo de forma sincronizada, numa manobra que, mais tarde, perceberia tratar-se de uma operação deliberada para o neutralizar. Uma das motas circulava sem luzes, tornando-a praticamente invisível na via.

Ao aproximar-se de uma zona menos iluminada, os criminosos aceleraram, atiraram uma das motorizadas ao chão para bloquear o caminho e forçaram a queda da viatura em que Rogério seguia. No momento da queda, a pasta que transportava documentos, telefones e valores em numerário espalhou-se pelo chão, sendo imediatamente recolhida pelos atacantes.

O grupo — composto por quatro homens armados e mascarados — abriu fogo enquanto recolhia o dinheiro, disparando repetidas vezes mesmo após garantir o saque. “Foram segundos intermináveis. Só ouvimos tiros dos dois lados e tentámos proteger-nos como podíamos. Não sei como nenhum tiro nos atingiu”, contou Rogério, ainda visivelmente abalado.

Os assaltantes fugiram levando cerca de 1,3 milhão de meticais, dos quais mais de 300 mil em dinheiro físico. A motorizada da vítima foi deixada no local. Moradores que acorreram à zona encontraram munições usadas e entregaram-nas à polícia como prova do ataque.

O tio da vítima, Vidaly Luís, diz esperar que as autoridades tratem o caso com prioridade. “A comunidade colaborou, entregou as munições recolhidas. Agora falta sabermos quem planeou isto e quem executou. Não pode ser só mais um caso que acaba esquecido”, afirmou.

A polícia ainda não emitiu uma declaração oficial sobre o andamento das investigações. Entretanto, moradores de Namiteca mostram crescente preocupação com a insegurança, referindo que ataques semelhantes têm ocorrido em silêncio, sem respostas concretas.

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