Mais de duas mil famílias terão reassentamento seguro em Búzi

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Mais de 2.300 famílias que vivem em zonas vulneráveis a cheias e inundações no distrito de Búzi, província de Sofala, deverão beneficiar de um novo assentamento seguro e ordenado, no âmbito de um projecto apoiado pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, em parceria com o Governo distrital.

A iniciativa contempla a elaboração do Plano de Pormenor (PP) do povoado de Chindo, localizado na localidade de Guara-Guara, um instrumento de ordenamento territorial concebido para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos que afectam ciclicamente aquele distrito.

O projecto será implementado numa área de 184 hectares e prevê a criação de infra-estruturas básicas destinadas a garantir melhores condições de habitação e de acesso aos serviços públicos, promovendo simultaneamente o desenvolvimento económico e social da comunidade.

Segundo o delegado provincial da ADVZ em Sofala, Charles Pereirão, citado pela instituição, o plano inclui 2.366 parcelas, das quais 2.342 serão destinadas à habitação, beneficiando igual número de famílias. As restantes 24 parcelas ficarão reservadas para a implantação de infra-estruturas sociais.

Entre os equipamentos previstos destacam-se vias de acesso, um sistema de abastecimento de água, uma unidade sanitária, um posto policial e um centro de formação profissional, infra-estruturas consideradas essenciais para assegurar a sustentabilidade do novo assentamento.

Por sua vez, o administrador do distrito de Búzi, Paulo Mutoroma, manifestou satisfação com a iniciativa, sublinhando que a população tem demonstrado abertura para aderir ao projecto, sobretudo pelo facto de as novas infra-estruturas serem implantadas em zonas de menor risco de inundação.

O dirigente destacou igualmente a importância do futuro centro de formação vocacional, considerando que a infra-estrutura poderá criar oportunidades de capacitação para os jovens e estimular o desenvolvimento económico da comunidade.

Historicamente, o distrito de Búzi está entre as regiões de Moçambique mais afectadas por cheias e inundações. Desde 1976, sucessivos eventos climáticos extremos provocaram perdas significativas de áreas agrícolas, de efectivos pecuários e de habitações, além de impactos sociais e económicos profundos sobre as comunidades.

Com este projecto, as autoridades pretendem reduzir a exposição das populações aos desastres naturais e criar condições para um crescimento urbano mais resiliente, contribuindo para a protecção das famílias e para o desenvolvimento sustentável do distrito. Redacção

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