O Hospital Central de Nampula está a reforçar a humanização dos serviços de saúde através do envolvimento directo das comunidades, com a formação de 109 activistas comunitários e líderes religiosos e comunitários que irão sensibilizar utentes e acompanhantes sobre as normas de funcionamento da unidade sanitária e promover um ambiente hospitalar mais seguro e organizado.
A iniciativa, promovida pelo Departamento de Qualidade e Humanização, capacitou 86 activistas comunitários e 23 líderes comunitários e religiosos, que passam a integrar o Comité de Co-Gestão do hospital e a desempenhar um papel activo na educação dos cidadãos sobre o uso responsável dos serviços de saúde.
Segundo o chefe do Departamento de Qualidade e Humanização, Nélio dos Santos Diniz, a acção pretende reduzir o número excessivo de acompanhantes nas enfermarias, permitindo a permanência apenas nos casos em que os pacientes apresentem dependência total ou dificuldades de comunicação e mobilidade.
De acordo com o responsável, a estratégia aposta no diálogo e na sensibilização como instrumentos para promover o cumprimento das normas hospitalares, contribuindo para melhores condições de atendimento, maior segurança dos doentes e prevenção de infecções dentro da unidade sanitária.

Director do HCN falando aos participantes
Os participantes foram seleccionados em coordenação com secretários dos bairros e instituições religiosas, privilegiando cidadãos reconhecidos pela sua credibilidade e influência positiva junto das comunidades, o que deverá facilitar a aceitação das mensagens e fortalecer a ligação entre o hospital e a população.
Além da actuação no interior da unidade sanitária, os activistas e líderes comunitários terão a responsabilidade de levar as mensagens de educação sanitária para os bairros e locais de culto, promovendo boas práticas relacionadas com a humanização do atendimento, a prevenção de infecções e o uso adequado dos serviços públicos de saúde.
Com esta iniciativa, o Hospital Central de Nampula pretende consolidar um modelo de gestão participativa, no qual a comunidade deixa de ser apenas beneficiária dos serviços e passa a assumir um papel activo na promoção de um ambiente hospitalar mais organizado, acolhedor e centrado nas necessidades dos pacientes. Redacção
