Nampula intensifica combate à lepra com novo projecto em distritos críticos

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A província de Nampula lançou, na última quinta-feira (5), o projecto Profilaxia Pós-Exposição para Lepra (PEP-UP), uma iniciativa que visa reforçar as acções de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença nas comunidades, numa altura em que a região continua a liderar o número de casos a nível nacional.

Agostinho Miguel

O projecto será implementado pela Associação Nacional de Luta Contra a Lepra (ANLR), em coordenação com o sector da saúde. Em entrevista exclusiva ao NGANI, o chefe do Departamento de Saúde Pública na Direcção Provincial de Saúde de Nampula, Nalcil Biassone, explicou que a iniciativa surge como resposta ao desafio persistente que a lepra ainda representa na província.

Segundo o responsável, o objectivo é acelerar os esforços de controlo da doença através de intervenções directas nas comunidades e do reforço das capacidades do sistema de saúde.

“O objectivo é reforçar o diagnóstico precoce, garantir o tratamento atempado e melhorar o encaminhamento de casos suspeitos para as unidades sanitárias, evitando que os pacientes cheguem em estágios avançados da doença”, afirmou.

Numa fase inicial, o projecto será implementado nos distritos de Malema, Lalaua, Ribáuè, Meconta e Monapo, considerados prioritários devido ao elevado número de casos registados.

De acordo com Biassone, estes territórios apresentam indicadores que exigem intervenção imediata, sobretudo no que diz respeito à identificação precoce da doença e ao acompanhamento contínuo dos pacientes.

A segunda fase prevê a expansão para Angoche, Moma, Mogincual, Nacala-Velha e o distrito de Nampula, alargando progressivamente a cobertura das acções de prevenção e controlo.

O plano inclui igualmente a capacitação de profissionais de saúde para melhorar a detecção precoce dos sinais e sintomas da lepra e assegurar o acompanhamento adequado dos pacientes diagnosticados. “O que queremos é garantir que os técnicos estejam preparados para iniciar o tratamento imediatamente após a identificação da doença, reduzindo complicações e o risco de transmissão nas comunidades”, explicou o responsável.

Numa fase mais avançada, o projecto poderá abranger cerca de 122 unidades sanitárias em diferentes pontos da província.

Números ainda preocupantes

Dados do sector da saúde indicam que Nampula registou mais de mil novos casos de lepra no ano passado, mantendo-se como a província com maior número de notificações no país.

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Actualmente, a prevalência situa-se em cerca de 3,5%, acima do nível considerado ideal, estimado em 0,9%. Para as autoridades sanitárias, estes números demonstram a necessidade de reforçar a sensibilização comunitária, uma vez que muitos pacientes procuram tratamento apenas em fases avançadas, frequentemente por falta de informação ou receio do estigma social.

O projecto PEP-UP prevê, por isso, o envolvimento de activistas comunitários na identificação de casos suspeitos, sensibilização das famílias e encaminhamento de pacientes às unidades sanitárias. “A lepra tem cura. Precisamos é de diagnóstico precoce, tratamento atempado e mais informação nas comunidades”, concluiu Nalcil Biassone.

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