PRM nega baleamentos em Mossuril após onda de violência

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, negou ter baleado três indivíduos durante os tumultos registados no último fim-de-semana no distrito de Mossuril, alegadamente motivados por desinformação relacionada com a cólera.

Em conferência de imprensa realizada esta terça-feira (10), a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chauque, esclareceu que, embora tenham sido efetuados disparos para dispersar a população, não há registo de cidadãos atingidos por balas disparadas pela corporação.

“Tomámos conhecimento de um caso de desinformação sobre a cólera, onde indivíduos teriam destruído residências. A polícia esteve no local e efetuou alguns disparos apenas para dispersar a população, que se colocou em fuga. Não temos registo de cidadãos baleados”, afirmou Rosa Chauque.

De acordo com a PRM, os tumultos culminaram na destruição de 13 residências. Nos últimos dias, têm-se intensificado atos de vandalização contra casas de agentes de saúde e líderes comunitários, acusados por populares de estarem alegadamente a propagar a doença nas comunidades — uma narrativa que as autoridades classificam como falsa e perigosa.

Além de Mossuril, os distritos de Monapo, Nacala-Porto e Memba também têm registado episódios de agitação social associados à desinformação sobre a cólera.

No mesmo briefing, Rosa Chauque anunciou a detenção de 25 indivíduos indiciados pela prática de diversos crimes, com destaque para roubos e consumo de substâncias ilícitas, nomeadamente metanfetamina, vulgarmente conhecida por “Makha”.

Segundo a porta-voz, os crimes ocorreram nos bairros de Namicopo e Carrupeia, na cidade de Nampula, acrescentando que a polícia prossegue com operações para neutralizar outros elementos alegadamente envolvidos nas atividades criminosas.

“Queremos apelar a toda a população para que se mantenha atenta a todos os casos de criminalidade nos bairros e denuncie imediatamente à polícia, para que possamos agir e encaminhar os culpados à justiça”, concluiu Rosa Chauque.

A PRM assegura ainda que tem vindo a reforçar a coordenação com líderes comunitários, com vista à identificação e desmantelamento de pontos de venda e consumo de drogas nas zonas mais afectadas. Agostinho Miguel

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *